09 de julho de 2026
Regional

Peças podem ser destinadas para projetos de inclusão digital

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Boracéia - Enquanto as máquinas caça-níqueis ocupam os espaços das delegacias de polícia na microrregião de Jaú, pelo menos uma alternativa de aproveitamento pôde ser conferida pela reportagem do JC em Boracéia (41 quilômetros de Bauru).

A pedido do delegado titular de polícia da cidade, Marcílio César de Mello, a juíza Ana Carolina Achoa Aguiar Siqueira de Oliveira, da Comarca de Pederneiras, liberou a utilização de peças de informática de seis máquinas que foram apreendidas em Boracéia para um projeto social desenvolvido pela prefeitura.

As máquinas foram doadas para a Escola Municipal de Ensino Infantil “Pingo de Gente”. Dos equipamentos doados, o professor de informática Rodrigo Luís Galis da Silva aproveitou as peças e montou mais dois computadores completos e pretende montar outros dois, aumentando assim o número de equipamentos para o uso das crianças e jovens na sala de informática, que conta hoje com 13 unidades.

“Eu aproveito fontes, placas de vídeo, processadores e monitores. Eu pego peças e aproveito em máquinas que estão com problemas para fazer manutenção”, diz o professor. “A criança que nunca teve contato antes com um computador fica até emocionada ao ficar de frente com um”, comenta Leonice Aparecida Rufato, diretora da Emei.

Para o pequeno Vinícius, 4 anos, que está começando a conhecer o computador, os programas didáticos de desenho atraem a atenção. “Eu gosto de desenhar”, afirma. Já o estudante, Teylon, 5 anos, disse gostar mais dos jogos didáticos.

Cerca de 300 pessoas são beneficiadas pelos equipamentos entre as 176 crianças de 4 a 6 anos que estudam na Emei e as 115 crianças e jovens de 7 a 14 anos do Projeto Espaço Amigo, desenvolvido pela prefeitura.

“Nós fomos consultados por eles se aceitaríamos a doação e eu disse que seria muito bem-vindo. Dá para aproveitar tudo, inclusive as tábuas laterais (das máquinas caça-níqueis) que nós vamos reaproveitar para fazer mesas”, comemora a primeira-dama de Boracéia, a professora Maria Izabel Martins Coelho Massucato.

Antes de serem doadas, são retiradas das máquinas caça-níqueis a placa que contém os jogos ilegais e as peças conhecidas como “bocões”, que fazem a coleta das cédulas de dinheiro. Estas peças continuam apreendidas pela polícia, mas pelo menos ocupam menos espaço nas delegacias.