Barra Bonita - A Prefeitura de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) anunciou, na última quinta-feira, a quebra de contrato com a Funerária Pizzo, que até então era a única detentora oficial do serviço no município. A medida deve acabar com a polêmica sobre a exploração dos serviços funerários no município, que permitia o monopólio do uso do Velório Municipal apenas pela empresa.
Na última quinta-feira, a prefeitura reuniu os proprietários das duas empresas funerárias do município, a Funerária Pizzo e a Funerária Rainha da Paz, para informar que o contrato da prefeitura com a Funerária Pizzo foi quebrado através do Termo de Rescisão Contratual Bilateral.
Dessa forma, a medida foi tomada em comum acordo com o proprietário da Pizzo. Conforme o JC divulgou na edição da última quarta-feira, as reclamações em relação à dificuldade de uso do Velório Municipal de Barra Bonita são comuns, inclusive com reclamações no Conselho de Defesa do Consumidor.
Até então, por força de contrato, apenas a Funerária Pizzo tinha a exclusividade no uso das quatro salas do Velório Municipal. A partir de agora, a administração do Velório Municipal ficará a cargo da prefeitura. Qualquer empresa funerária poderá trabalhar na cidade e utilizar as salas, que serão mantidas pela administração municipal.
A quebra de contrato deve acabar com um impasse entre as duas empresas funerárias da cidade, que já dura pelo menos quatro anos. A disputa agora deve passar a ocorrer apenas na área comercial, na oferta de serviços.
A medida foi comemorada pelo sócio-proprietário da Funerária Rainha da Paz, Marco Antônio Borges Negrão. “Foi uma vitória do bom senso e isso vem para apaziguar os ânimos aqui. O que nós queríamos mesmo era trabalhar em paz, sem prejudicar ninguém e executar o nosso trabalho”, comenta.
“O prefeito analisou a situação e chegou a um consenso que deveria quebrar o contrato de comum acordo entre eles (da Pizzo). Agora o Velório Municipal está aberto a todos que precisarem usar o local”, completa Negrão. A reportagem do JC tentou contato por telefone com o proprietário da Funerária Pizzo, mas até o final desta edição não conseguiu localizá-lo para que comentasse o assunto.