11 de julho de 2026
Nacional

Brasileiros deportados relatam más condições e falta de explicações

Folhapress
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São Paulo - Condições precárias e falta de explicações e de apoio compõem o quadro descrito por dois dos brasileiros que foram deportados da Espanha e chegaram ao Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) por volta das 7h de ontem. O promotor de vendas Marcos Vinicius da Silva dos Santos, 23 anos, conta que ia fazer conexão em Madri para ir a Paris (França), mas foi barrado. “Fomos tratados praticamente como animais, sem saber porque estava acontecendo aquilo com a gente”, diz, sobre a permanência no Aeroporto Internacional de Madri. Santos relata que sua bagagem está retida e que ele foi mantido numa sala fechada, com muitas câmeras, e que todos os brasileiros que estavam no local tiveram os documentos apreendidos.

Segundo ele, bastava se identificar como brasileiro para ser levado ao recinto. Ele acrescenta que há pessoas há uma semana nessa situação, e que elas não têm contato com autoridades que possam interceder. Questionado sobre preconceito na conduta dos espanhóis, ele responde que acha que houve, porque só sul-americanos eram barrados.

A cabeleireira Lucimeire de Souza Rocha, 21 anos, foi barrada ao tentar entrar em Madri na volta de dois meses de férias. Ela conta que mora na Espanha há um ano e três meses, e que estava preparando a documentação de casamento com o namorado espanhol.

A goiana, que está no quinto mês de gravidez, diz que os policiais não se importaram com sua condição. Conta que ficou dois dias sem alimentação nem água numa sala com várias pessoas, com idosos entre eles. “Não deixaram passar ninguém. Trataram todo mundo como cachorro”, compara. Rocha, no entanto, comenta que ainda pretende voltar ao país europeu. “Meu namorado vai vir e vamos casar aqui, para ver se deixam a gente entrar.”