10 de julho de 2026
Geral

Procon já reuniu duas mil assinaturas contra telefonia

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Procon de Bauru já tem duas mil assinaturas para repudiar os serviços prestados pelas operadoras de telefonia. O movimento, que começou no final do mês passado, pretende coletar cinco mil assinaturas que, somadas às de todo o Estado, poderão dar início a um projeto de lei para mudar a punição prevista às operadoras que não respeitam o consumidor.

Ontem, uma equipe do Procon e alunos do curso de direito do Iesb/Preve se instalaram no Calçadão da Batista para coletar assinaturas. “No próximo sábado e durante toda a semana, a população poderá assinar o abaixo-assinado na sede do Procon (no Poupatempo). Estamos tentando junto às câmaras municipais da região (a elaboração de) moções de repúdio. Em Bauru (isso) já foi aprovado,” explica o diretor do órgão, Amauri Roma.

Em todo o Estado, os Procons pretendem coletar 500 mil assinaturas. “Com esse número vamos propor um projeto de lei sugerindo alterações para que as operadoras sejam punidas na questão do mau atendimento e sejam punidas de maneira efetiva.”

Dos 2,5 mil atendimentos mensais registrados no Procon de Bauru, cerca de 30% são referentes a reclamações sobre serviços de telefonia fixa e móvel, ressalta o coordenador do órgão. “A maioria das reclamações é sobre cobranças indevidas, seguidas de fornecimento de serviços fora dos moldes contratados.”

Mais de 50% dos casos não são resolvidos via telefone, situação ideal. “Eles só pedem prazo para resolver, mas não resolvem e o consumidor tem que impetrar o processo no Procon.”

Adenil Fernando Mateus fez questão de assinar o documento. Eu nem uso quase telefone e a conta, que variava de R$ 45,00 a R$ 50,00, subiu para mais de R$ 100,00. Tive que pagar R$ 170,00 a primeira prestação, e agora em janeiro veio quase R$ 200,00 de conta. Eu liguei e ficaram de resolver. Depois chegou uma conta de R$ 70,00. Eu paguei e eles avisaram que vão cortar (o serviço) porque tem mais uma conta de R$ 200,00. O atendimento é péssimo.”