11 de julho de 2026
Internacional

Governador de NY pede desculpas por envolvimento com rede de prostituição

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - O governador democrata de Nova York, Eliot Spitzer, pediu desculpas em público na tarde de ontem por ter violado suas “obrigações familiares”, após ser apontado ontem pelo jornal “New York Times” como cliente de uma rede de prostituição de luxo. No entanto, o governador não mencionou o caso.

“Agi de uma maneira que viola minhas obrigações familiares”, disse Spitzer, 48 anos, casado e pai de três filhas, com sua mulher ao lado.

Em reportagem, o “New York Times” afirmou que Spitzer admitiu para alguns colaboradores que estava envolvido com uma rede de prostituição.

Segundo o jornal, as autoridades americanas que investigavam a rede de prostituição Emperors Club VIP, que cobrava até US$ 5.500 (cerca de R$ 9.258) por hora, gravaram uma conversa de Spitzer em Washington quando tentava contratar os serviços de uma garota de programa.

Em sua declaração, Spitzer não mencionou uma eventual renúncia. “Não acredito que a política a longo prazo seja uma questão individual”, afirmou. “Trata-se de ideais, do bem público, e de fazer o melhor para o Estado de Nova York. Contudo, estou decepcionado por não estar à altura do nível que esperava de mim mesmo. Devo agora dedicar certo tempo para ganhar a confiança da minha família”, acrescentou o governador.

Spitzer construiu seu legado político sobre o combate à corrupção, incluindo batalhas que foram manchetes de jornais contra empresas de Wall Street (centro financeiro), quando trabalhava como procurador-geral. Ele se tornou governador em 2006 com um número histórico de votos, afirmando que iria continuar em sua luta contra a corrupção. No entanto, desde que foi eleito governador, o político já enfrentou diversos problemas, incluindo um plano impopular de conceder habilitação de veículos a imigrantes ilegais.

O governador foi procurador-geral durante dois mandatos, nos quais esteve envolvido em casos civis e criminais, combatendo a corrupção e lidando com conflitos de interesse em Wall Street e em empresas americanas.