10 de julho de 2026
Política

Pacientes rodam 12 mil km por mês

Da Redação
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A ausência de serviços de referência de alta e média complexidade oferecidos pela Regional Estadual de Saúde em Bauru exigiu que a prefeitura realizasse pelo menos 666 viagens para outras localidades em 2007, com ambulâncias tendo de rodar mais de 12 mil quilômetros por mês para suprir a necessidade de atendimento aos pacientes.

A informação foi prestada anteontem pelo secretário municipal de Saúde, Mário Ramos, durante apresentação das despesas, receitas e programas realizados pela pasta em reunião pública realizada na Câmara. O universo de despesas com deslocamentos fruto de dificuldades na regulação de serviços prestados pelo Estado na cidade ainda contemplou mais 5.562 passagens concedidas a pacientes.

“Nos casos em que o paciente reúne condições de se deslocar e tem necessidade de buscar o serviço especializado de saúde em outra localidade a prefeitura oferece as passagens. Em 2007 consumimos R$ 204 mil com esse serviço, sem contar as despesas com transporte própria, as realizadas por ambulâncias. Isso ocorre por uma regulação incipiente, cujo pacto de gestão precisa ser melhorado junto à Secretaria Estadual de Saúde”, comentou Mário Ramos.

Na área de alta complexidade os deslocamentos mais comuns são para cidades como Jaú, Campinas e Botucatu, além de São Paulo. “Você tem a necessidade de buscar o atendimento do paciente do sistema público para áreas como a oncologia. Mas se ocorre o entupimento de uma artéria por exemplo não há como esperar e essa cirurgia vascular para casos específicos exige a remoção do paciente”, contou.

De outro lado, o secretário pondera que ocorreram avanços. “Após a mediação do sistema de internações discutido junto à Promotoria as demandas geradas pelo Pronto-Socorro melhoraram muito para internações. O fluxo tem sido muito mais rápido para internações. Na maioria dos casos o paciente não fica até 48 horas esperando a internação no Hospital de Base por exemplo. Mas existem as situações de alta complexidade que são atendidas fora”, complementou Ramos.

Uma lei municipal define os casos de atendimento por Transporte fora do domicílio (TFD), cujos indicadores são elencados pela secretaria municipal.