A reposição de placas de metal de indicação de nomes de ruas e sinalização de trânsito custa aos cofres públicos o montante de R$ 20 mil mensais. O prejuízo é fruto, principalmente, de vandalismo. Alguns acidentes de trânsito também colaboram com as perdas. As despesas, no entanto, poderiam ser maiores se a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) não contasse com uma fábrica de placas de sinalização.
Ela despende cerca de R$ 17 mil para confeccionar e reformar as placas e outros R$ 3 mil com os postes que também sustentam as placas. No primeiro caso, cerca de 200 são substituídas a cada 30 dias. No segundo, uma média de 80, no mesmo período. Ao ano são cerca de R$ 250 mil que deixam de ser investidos no trânsito, sendo que um semáforo simples pode ser adquirido pelos mesmos R$ 20 mil, informa a assessoria de imprensa da Emdurb.
De acordo com o órgão, os pontos mais críticos são as imediações das escolas. Diante do fato, supõe-se que a destruição seja praticada pelos próprios alunos. A hipótese não foi descartada por dois moradores próximos da escola estadual João Maringoni, no Núcleo Beija-Flor. Eles, que preferiram não declinar o nome, comentaram que a depredação inclui também os orelhões das imediações.
Decoração
Mas há quem tire proveito do vandalismo para utilizar as placas como peça de decoração. É o caso de um universitário, que também pediu para ter o nome preservado. Uma vez, voltando de uma festa com dois amigos, encontrou caída uma placa que sinalizava “caminhões à direita”. O objeto foi levado para a república e, a cada mês, era pregado na porta do quarto de um deles.
“Muitas repúblicas têm placas em casa. A “pare” é a que mais tem”, comenta ele. Algumas delas já teriam sido localizadas, inclusive, em ferros-velhos, confirma o delegado assistente da seccional de Bauru, Marcelo Nagib Haddad. Neste caso, teriam sido furtadas e vendidas posteriormente. Mas segundo Haddad, em janeiro do ano passado, a Delegacia Seccional baixou portaria atribuindo a fiscalização desses estabelecimentos às delegacias das áreas.
“As fiscalizações são constantes pelos distritos. Além dessas pontuais, temos outras operações da Polícia Civil com o apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), com fiscais da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). Já houve casos de ferro-velho lacrado”, comenta o delegado.
Haddad explica que o proprietário desses estabelecimentos deve ser cadastrado junto às delegacias e registrar num livro a entrada e saída de mercadorias. No caso de compra, deve incluir ainda dados do vendedor. “Essa portaria teve uma repercussão muito boa. Ajudou a inibir a compra de produtos furtados e roubados e, conseqüentemente, a prática de tais delitos”, conclui.
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Penalidades
Se qualquer produto furtado ou roubado for encontrado num ferro-velho, o proprietário do estabelecimento poderá responder por receptação, cuja pena prevista é de três a oito anos de reclusão, segundo o delegado assistente da seccional, Marcelo Haddad.
De acordo com ele, o uso de má-fé na compra de um produto por um preço muito inferior ao de mercado, também pode resultar em receptação culposa, crime cuja pena varia de um mês a um ano ou multa.
Atualmente, o 4º Distrito Policial tem registrado número excessivo de furto de hidrômetros. O delito é cometido para a retirada de um pequeno pedaço de cobre, informa o delegado Luiz Carlos Amado. “Só hoje (ontem) tivemos uma ocorrência narrando três casos. A média é de um por dia”, comenta.