08 de julho de 2026
Turismo

Palermo e Recoleta

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Centro Histórico, Calle Florida, La Boca e Puerto Madero conhecidos, parta para outros pontos, bem diferentes, como Palermo e a Recoleta, que mais parecem pedaços europeus na América.

A Recoleta abriga o cemitério famoso onde está enterrada Eva Peron, no túmulo da família Duarte, a Igreja de Nossa Senhora de Pilar, o Malba (Museu de Arte Latino-Americana), onde estão expostas grandes obras do século 20.

Entre elas, trabalhos de Frida Kahlo, além de uma das principais pinturas de Tarsila do Amaral, o “Abaporu”, grandes espaços verdes e bares para se esquecer da vida.

Eles funcionam entre mansões chiquérrimas, com fachadas que lembram Paris e ruas arborizadas que convidam ao passeio. Um lugar elegante, com direito a mulheres em seus melhores trajes recém-saídas de “pelluquerias” e homens de terno. Um desfile a céu aberto.

A Recoleta foi fundada por ricos moradores da região de La Boca e Barracas, que fugiam da epidemia da febre amarela de 1870, que dizimou 13 mil argentinos. Longe do rio, acreditavam estar a salvo do mosquito assassino.

Dizem que Palermo lembra a Vila Madalena, em São Paulo, por conta dos barzinhos e de várias feiras onde pode-se comprar camisetas, bijuterias, vestidos, acessórios modernos. Nas tardes de sábado e domingo, os bares da boêmia plazoleta de Palermo Soho ficam bombando com diversas feiras rolando. As melhores são Ferie de Diseño Argentino 1 (Calle Honduras, 5033, 14/22h); Feria de Diseño Argentino 2 (Bar Abierto: calle J.L. Borges, 1613, 4788-3492, 14h/22h) e a feira Tazz (Bar Tazz; calle Serrano, 1556, das 14h/22h). E há ainda, no centro da praça, a antiga feira de artesãos, que atrai gente de todos os cantos.

Palermo fica longe do circuito batidão turístico. Por isso é bom se informar antes como chegar até lá. Oficialmente o bairro se divide em quatro: Palermo Chico, Soho – qualquer semelhança com Nova York não é mera coincidência –, Viejo e Hollywood.

Lojas bacanas funcionam por suas ruas, como Malabia, Honduras (um fervo), Jorge Luís Borges e Nicarágua. Lugares para quem procura roupas indianas chiquérrimas, bijoux diferentes e objetos de decoração.

Em Palermo também funcionam lojas de grifes esportivas, como da Puma e Nike, que, além de uma infinidade de artigos, contam com cafés para quem quer relaxar.

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Antiquários de San Telmo

A feirinha de San Telmo funciona todos os domingos, das 10h às 18h. Especial para a compra de “souveniers” e peças diferenciadas. No entorno, funcionam ateliês de arte, antiquários e barzinhos com culinária impecável, incluindo, de sobremesa, os famosos “proliferoles” argentinos.

Mesmo que você já tenha deixado seu rastro por lá, repita a dose em sua próxima visita a Buenos Aires, pois a feira está sempre mudando, apresentando novas barracas, dançarinos, músicos que lhe dão vida própria.

Depois dos passeios e de uma banho reconfortante, coloque seus melhores trajes e termine a noite numa casa de tango. Alguma dúvida sobre os motivos para sempre “volver” a Buenos Aires?