Era uma segunda-feira chuvosa, um dia após as eleições municipais bauruenses de 2004. Os corredores da Câmara Municipal estavam cheios de políticos, vereadores e pessoas. Quase todos comentavam sobre as vitórias e as derrotas daquele pleito eleitoral. O destino marcou a hora e o lugar: um vereador que não obteve êxito em sua empreitada eleitoral para continuar exercendo o cargo dentro da Câmara estava frustado, tomando um cafezinho na cozinha do Legislativo quando um desavisado eleitor chegou perto e perguntou: e aí, vereador?
O vereador fechou a cara e respondeu: E aí? Oras, aí é um ditongo. No entanto, se o senhor separar as vogais, torna-se um hiato!
O munícipe se afastou visivelmente constrangido e naquele momento me lembrei do saudoso Jânio Quadros.
Enviada por Pedro Valentim