08 de julho de 2026
Nacional

No Brasil, Rice expressa preocupação com terrorismo

Por Lorenna Rodrigues | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, disse ontem que seu país está preocupado em relação ao terrorismo e à segurança de países sujeitos a ações terroristas “tanto dentro das fronteiras ou além das fronteiras”. “Fronteiras são importantes, mas não podem ser um meio para terroristas se esconderem e se engajarem em atividades que matam civis inocentes”, declarou Rice.

A secretária, que visita o Brasil, disse ainda que os EUA reconhecem os esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pacificar os problemas da região, deflagrados depois que a Colômbia matou um líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. Ela afirmou que o país acompanha a situação e “agirá de acordo”.

Rice lembrou que os dois países assinaram uma obrigação imposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) em que se comprometem a fazer tudo o que puderem para evitar o uso dos territórios por terroristas e o financiamento de ações terroristas. “Os Estados Unidos têm orgulho de serem parceiros da Colômbia e ajudar o país a encontrar os meios de proteger seus cidadãos contra o narcotráfico e narcoterroristas. Os EUA classificam as Farc como uma organização terrorista porque eles mataram muitos colombianos inocentes”, afirmou.

Conselho de segurança

Rice reafirmou o desejo dos EUA de que haja uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. Ela disse ainda que o Brasil deverá ter um papel importante não só em questões regionais mas também em assuntos globais. “O presidente (George W. Bush) reconhece que é necessária uma reforma e sempre consultamos os membros permanentes do conselho mas também países como o Brasil e outros. Nós valorizamos os esforços do Brasil em períodos de crise e de calma”, afirmou.

Rice se reuniu ontem com o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) e com o presidente Lula e seguirá para visita a Salvador. De acordo com Amorim, ele e a secretária discutiram, além das questões regionais, a situação do Oriente Médio, os biocombustíveis e a conclusão da Rodada de Doha.