08 de julho de 2026
Nacional

Morre um dos fundadores do PSDB

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Rubens Lara, 64 anos, assessor especial do governo de São Paulo e diretor-executivo da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), morreu anteontem em Santos (litoral de São Paulo), vítima de infarto. Ele foi um dos fundadores do PSDB. O corpo de Lara está sendo velado no Salão Nobre da Prefeitura de Santos. O enterro está marcado para as 17h, na Memorial Necrópole Ecumênica de Santos.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), divulgou nota ontem lamentando a morte de Lara.

O líder do PSDB na Câmara, deputado federal José Aníbal (SP), disse “lamentar profundamente” a morte de Lara e disse que o correligionário tinha longa vivência partidária. “Ele era uma pessoa muito bem humorada e estava em boas condições de saúde”, afirmou Aníbal. O deputado Edson Aparecido (SP) chamou Lara de “companheiro de primeira hora”. “Ele foi parceiro do Covas nos primeiros momentos. O partido perde uma figura histórica, com experiência parlamentar e administrativa fantástica”, disse Aparecido.

Formado em Direito pela Faculdade Católica de Santos, mestre pela Universidade Metropolitana de Santos e professor de Ciência Política e Direito Internacional, Lara foi presidente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e secretário-chefe da Casa Civil no governo do tucano Geraldo Alckmin. Lara foi eleito várias vezes deputado estadual pelo PMDB, partido que deixou para ingressar no PSDB, em 1988.

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Alckmin e Serra evitam encontro

São Paulo - Pouco menos de uma hora separou ontem os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, em Santos. Ambos foram ao velório de Rubens Lara, fundador do PSDB, ex-secretário da Casa Civil de Alckmin e assessor de Serra, mas não se encontraram.

O governador de São Paulo chegou à Prefeitura de Santos, local do velório, por volta das 14h, após a saída de Alckmin. Questionado sobre a possibilidade de ser candidato a prefeito, Alckmin disse que o “sentimento” do PSDB é de candidatura própria. Sobre sua vontade de concorrer, afirmou: “O sentimento é de entusiasmo. Gosto de trabalhar, já fui candidato a prefeito. Política é destino também. Em 2000, não cheguei ao segundo turno por um milésimo, mas acabei, pelo destino, virando governador”.

Alckmin falou ainda em uma aliança no segundo turno com o DEM, do prefeito Gilberto Kassab, outro possível candidato. “O DEM é nosso aliado. Se não for no primeiro turno, certamente estaremos juntos no segundo turno. O clima é bom, de entendimento”, afirmou, para completar: “Principalmente temos que ouvir a sociedade, a rua, a comunidade. E a gente sente uma enorme confiança no povo de São Paulo.”

Para o ex-governador, a eleição em São Paulo é hoje a “mais importante do Brasil”. Ele se disse um “homem de partido”. Serra não se encontrou com Alckmin.