Normalmente relacionados com os problemas que afetam o meio ambiente, os empresários decidiram se unir para tentar fazer algo, não só para melhorar a imagem, mas para promover ações efetivas referentes ao assunto. Para isso, a regional Bauru do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) formalizou ontem o Grupo de Meio Ambiente.
Segundo o coordenador do grupo, Caio César Passianoto, apesar de ter sido formalizado apenas ontem, o grupo já vem realizando alguns trabalhos e participando de alguns eventos, como as conferências Municipal e Macro Regional de Meio Ambiente, e estão se preparando para participar da Conferência Estadual. “Pretendemos levar algumas temáticas de interesse da classe empresarial”, salientou.
A proposta de trabalho do grupo é discutir temas de importância nas questões ambientais, mostrando que o empresário tem responsabilidade com essas questões, até por força de lei. Na reunião de ontem, a primeira do grupo, foram discutidas questões referentes ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema), conferências e algumas ações mais efetivas em nível municipal.
Entre essas ações, Passianoto destaca a parceria com a Secretaria Municipal de Educação, com a participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru, para a realização de um projeto de educação ambiental na rede municipal de ensino.
Passianoto explica que a primeira etapa é a produção de uma apostila, denominada “Olhar Verde”, com temáticas referentes ao meio ambiente, como reciclagem, uso da água, destino do óleo comestível, entre outras. Para que o projeto funcione será formado um grupo de educação ambiental, com os participantes do projeto, para que eles levem o treinamento em meio ambiente para os professores da rede municipal. “As apostilas serão para o treinamento deles. São cerca de mil professores que serão treinados para serem os articuladores junto às escolas”, salientou.
Outro ponto importante que deve fazer parte do trabalho do grupo é a destinação do óleo comestível. De acordo com Passianoto, o Ciesp entende que apenas a produção de sabão com o óleo que é descartado após o uso não alivia muito a situação do meio ambiente, já que o produto acaba voltando. “O Ciesp tem a visão de que o descarte desse óleo seja feito seguindo normas, procedimentos. Existem regras para que se dê o destino corretamente, e a intenção é que esse destino se perpetue. Por exemplo, não usar o óleo comestível para fazer sabão, porque ele vai estar retornando de outra forma. Quer dizer, reciclar de uma forma que ele não cause impacto no meio ambiente”, frisou.
Outro ponto é a legislação ambiental, para que os empresários tenham mais conhecimento das leis e possam atuar mais diretamente nesse aspecto. Segundo Passianoto, no mínimo, o empresário já segue as leis. “Nós queremos mostrar que o empresário já tem essa responsabilidade e não é o responsável pelos problemas ambientais e criar linhas de conversa junto ao poder público para que se incentive cada vez mais as parcerias público-privado, ou seja, que o setor privado possa participar das questões ambientais, onde o município nem sempre pode atuar, por causa de falta de recursos”, salientou.