O conteúdo dos depoimentos prestados pelos policiais militares envolvidos na morte do adolescente Carlos Rodrigues Júnior será envido à 1.ª Vara Criminal de Bauru e será anexado ao processo. Então, os advogados dos policiais terão três dias para apresentar a defesa prévia e arrolar até oito testemunhas cada. As testemunhas de acusação já constam na denúncia elaborada pelo Ministério Público de Bauru.
Na noite de ontem, após o encerramento da audiência, o advogado Sérgio Mangialardo, que faz a defesa do cabo Gérson Gonzaga e dos soldados Maurício Delasta, Ricardo Ottaviani e Juliano Arcângelo, avaliou que o procedimento foi tranqüilo. Um dos aspectos negativos apontados por ele foi o fato do tenente Roger Vittiver de Souza permanecer sem algemas durante o seu interrogatório.
“Vou encaminhar denúncia que meus clientes tiveram os seus direitos violados pela condição ultrajante na diferença de tratamento dos réus”, afirma. Mangialardo também afirmou que na próxima semana deverá entrar com novo pedido de revogação da prisão preventiva de seus clientes.
A advogada Tatiana Freire de Andrade, que representa o soldado Emerson Ferreira, e o advogado Evandro Dias Joaquim, que defende o tenente Roger, preferiram não se manifestar sobre o caso.
Para André Veloso, advogado da família do adolescente que irá auxiliar a acusação no processo, a audiência foi positiva. “Começou a se delinear a conduta de cada policial e que de fato todos eles tem responsabilidade direta no efeito morte”, destaca.