10 de julho de 2026
Nacional

Embargo da União Européia já começa a aparecer na exportação

Folhapress
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Brasília - Os efeitos do embargo da União Européia à carne bovina “in natura” do Brasil começam a aparecer com mais evidência nos números do setor. No mês passado, as exportações brasileiras de carnes “in natura” para a UE caíram 80% em valor e 82% em volume.

As quedas no setor de carnes industrializadas foram de 18% e 22%, respectivamente. As exportações totais para a União Européia, incluindo miúdos, somaram 23,5 mil toneladas no mês passado, 56% menos do que em janeiro. Já as receitas recuaram para US$ 56,2 milhões, com queda de 69%.

O comércio menor com a UE fez com que as vendas totais do Brasil recuassem 26,6% em valor e 16% em volume em relação a janeiro. Já a soma do primeiro bimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2007, indica que, enquanto o volume embarcado tinha queda de 17%, as receitas também subiram 17%, devido à alta dos preços das carnes no período.

Os dados são da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), que apontou vendas totais de 362 mil toneladas nos dois primeiros meses do ano, com receitas de US$ 807 milhões. “O embargo já acabou”, diz Marcus Vinicius Pratini de Moraes, presidente da Abiec, que admite, porém, que um retorno à normalidade nas exportações para a UE pode durar um ano. (Folhapress)

O número de fazendas aptas a exportar - abaixo de cem - ainda é pequeno, mas deve aumentar aos poucos. O número total das fazendas vai depender da capacidade de fornecimento de gado de cada uma delas.

Pratini diz que parte das perdas com o embargo é compensada por preços melhores e por vendas para outros mercados, como o norte da África e o Oriente Médio. A melhora da renda interna também ajuda a absorver parte dessa carne.