A partir de hoje, dar destinação ambientalmente correta para lâmpada fluorescente queimada em Bauru não pesará no bolso. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) passará a receber lâmpadas da população, inclusive de micro, pequenas e médias empresas, no limite de até 30 unidades por ano, sem cobrar nada. Há anos, Bauru conta com a recolha ecológica do material, que é feita Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), mas a R$ 0,60 a unidade.
O preço, até então, era apontado como entrave para a destinação correta das lâmpadas fluorescentes. Como contém mercúrio, este tipo de dispositivo não deve ser colocado no lixo comum, que vai para o aterro sanitário sob risco de contaminação ambiental e, conseqüentemente, humano. O valor cobrado pela Emdurb é utilizado para pagar as despesas com a empresa contratada para fazer o descarte adequado das lâmpadas.
Apesar de mais cara do que a lâmpada incandescente, a fluorescente consome 75% menos energia elétrica para produzir a mesma quantidade de luz. Por isso, ela tem sido mais utilizada em casas e empresas. Porém, a Emdurb recolhia, em média, apenas 3 mil lâmpadas fluorescentes a cada seis meses numa cidade com população de mais de 350 mil habitantes.
Resolução publicada no Diário Oficial de Bauru de ontem regulamenta o recebimento de lâmpadas fluorescentes pela Semma. Na hora da entrega, os pequenos geradores privados – a população em geral e empresas até de médio porte – serão cadastrados, o que permitirá o controle da quantidade de lâmpadas descartadas gratuitamente. “É um posto de coleta para os pequenos geradores. Os grandes, continuarão pagando pelo serviço”, explica Rodrigo Agostinho, titular da pasta.
Os grandes geradores deverão contratar diretamente empresa especializada ou encaminharem o material para a Emdurb, que fará a cobrança pelo serviço. As lâmpadas coletadas pela Semma serão entregues à Emdurb, que dará a destinação ecologicamente correta, encaminhando-as para reciclagem e recuperando o mercúrio, evitando assim a contaminação ambiental.
Desde o ano passado, a Semma já vem recolhendo pilhas e baterias e óleo de cozinha. No caso das pilhas e baterias, a coleta é feita a partir de pontos de coleta, sendo que um deles está na própria sede da pasta e o outro no Poupatempo. No caso do óleo, o recolhimento é feito pelas equipes da coleta seletiva. O óleo deve ser acondicionado em garrafas PET.
• Serviço
O posto de coleta de lâmpadas fluorescentes da Semma funcionará na própria secretaria, na avenida Nuno de Assis, 14-60. A intenção é aumentar os pontos de coleta progressivamente, incluindo até as empresas que comercializam o produto.
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Risco à saúde
A contaminação do mercúrio contido na lâmpada fluorescente pode causar sintomas como dor de estômago, diarréia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes moles com inflamação e sangramento nas gengivas, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. Uma vez absorvido pelo organismo, o mercúrio é passado ao sangue, é oxidado e forma compostos solúveis, que se combinam com as proteínas sais e álcalis dos tecidos. À medida que o mercúrio passa ao sangue, liga-se às proteínas do plasma e dos eritrócitos, distribuindo-se pelos tecidos e concentrando-se nos rins, fígado e sangue, medula óssea, parede intestinal, parte superior do aparelhos respiratório mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões.