09 de julho de 2026
Polícia

MP é contra afastamento de juiz do caso de menor

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

O Ministério Público (MP) se posicionou pela rejeição do pedido de exceção de suspeição do juiz Benedito Antônio Okuno, titular da 1ª Vara Criminal, com quem está o processo sobre a morte do adolescente Carlos Rodrigues Júnior, 15 anos, em dezembro do ano passado. Ou seja, para o MP o juiz deve se manter no caso.

A exceção de suspeição (pedido de afastamento) foi protocolada na semana passada pelo advogado Evandro Dias Joaquim, que defende o tenente Roger Vittiver de Souza, um dos seis policiais militares que participaram da ação policial que resultou na morte do garoto.

Após o posicionamento do MP, o juiz irá dar o seu parecer sobre o afastamento. Ele pode se considerar suspeito e o processo seguir para o juiz substituto ou ele pode permanecer no caso e o conflito ser decidido pelo Tribunal de Justiça.

Enquanto a suspeição é avaliada, o pedido de revogação da prisão temporária protocolado pelos advogados de quatro PMs - cabo Gérson Gonzaga e soldados, Juliano Arcângelo, Maurício Delasta e Ricardo Ottaviani - envolvidos na morte de Rodrigues Júnior, continua sem parecer. O juiz só deve se manifestar, após a decisão sobre o afastamento.

Hoje, seis testemunhas de defesa de Delasta serão ouvidas no 4.º Batalhão de Policia Militar do Interior, no processo administrativo que avalia a conduta dos PMs durante a ação policial na residência do adolescente, no Mary Dota, que também teve a participação do soldado Emerson Ferreira.