10 de julho de 2026
Bairros

Com 32 anos, usina de asfalto quebra-galho

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Trintona, mas a todo vapor. Assim está a usina de asfalto da prefeitura de Bauru, que já tem 32 anos e produz cerca de mil metros cúbicos de asfalto por mês. O problema é que os buracos no asfalto surgem em proporção cada vez maior enquanto a máquina já opera na sua capacidade máxima.

É na usina que é produzida toda massa asfáltica usada para tapar buracos e recapear as ruas da cidade. Só neste ano, 43 quadras de diversos bairros foram recapeados com massa da usina, além dos incontáveis buracos tapados. No passado, a usina produziu massa para fazer asfalto novo, mas agora já não dá conta da demanda dos consertos.

Em outubro do ano passado, o secretário de Obras, Paulo Brittes, disse ao JC que para resolver de vez o problema do asfalto de Bauru é preciso investimento alto. Para fazer o recape necessário e depois realizar a manutenção freqüente, seria preciso adquirir uma nova usina, além de novos equipamentos.

Ele calculou um custo de R$ 3 milhões iniciais, mais R$ 1 milhão por mês. Dessa forma, a usina atingiria uma capacidade de 1 milhão de metros quadrados de asfalto por ano.

O diretor de Pavimentação da prefeitura, Osmar Alves, calcula que os cinco caminhões destinados às operações tapa-buracos fazem, atualmente, duas viagens diárias carregadas com 2,5 metros cúbicos de asfalto cada um. Mas não é todo o dia que as cinco operam simultaneamente. Ontem por exemplo, um caminhão do tapa-buraco foi destinado para a equipe responsável pela construção de guias e sarjetas, que estava com o veículo quebrado.

Há 27 anos trabalhando com pavimentação, Alves avalia que a principal diferença nestes anos é a quantidade de ruas asfaltadas. “Quando comecei, não tinha tantos bairros assim. Foram construídos o Mary Dota, o Bauru 16. Todos com asfalto da usina”, relembra.

Atualmente, a usina trabalha para oferecer massa asfáltica para tapar buracos, recapeamento, alguns trechos de pavimentação e também para atender ao Departamento de Água e Esgoto. O volume de produção é bem alto. Todas a semanas, são utilizadas 50 toneladas do produto que dá a liga no asfalto, chamado CAP 5070. Cada caminhão carregado com o produto custa em torno de R$ 26 mil, calcula o diretor. “A usina come praticamente um carro zero quilômetro por semana”, diz.

O resultado dessa “dieta” são 130 metros cúbicos por dia de massa asfáltica, quantidade suficiente para recapear quatro quadras. Isso se a máquina não tiver que fazer alguma pausa para ajustes já que todo equipamento de certa idade precisa de manutenção. “A usina tem muito desgaste de peça. A produção é boa, mas como ela só lida com material pesado, como pedras, algumas peças acabam quebrando”, avalia Alves.

A usina de asfalto foi adquirida e instalada na gestão do prefeito Edmundo Coube, mas o primeiro prefeito a utilizar em toda a sua gestão os serviços do empreendimento foi Oswaldo Sbeghen.

“Era pedra, emulsão asfáltica e pau na máquina. Ela funcionava a todo vapor”, diz. Ele recorda que na sua administração foram asfaltados 1,5 milhão de metros quadrados em Bauru. “Jardim América, Parque Vista Alegre, Altos da Cidade, nós fizemos tudo”, pontua. Além da produção da própria prefeitura com a usina, outras três empresas foram contratadas para o serviço. “A compra da usina foi uma das excelentes coisas que o Edmundo fez”, diz Sbegehn.