08 de julho de 2026
Turismo

Alagoas

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Ipioca, Parapueira, São Miguel dos Milagres, Sonho Verde. Nunca ouviu falar desses lugares? Então é porque você nunca foi a Alagoas ou, se foi, limitou-se às belezas de sua Capital, Maceió. Bem pertinho dela, seguindo rumo à Costa dos Corais (litoral Norte), as praias e seus encantos vão se sucedendo como um mar sem fim, considerado o mais belo de todo o Brasil, intermeando espelhos d’água que mesclam entre o azul turquesa e o verde esmeralda.

Todos os anos, durante a premiação do Troféu Lagoa Mar, idealizado pela revista Turismo & Negócios com apoio da TAM, essas novas descobertas são mostradas à imprensa especializada, que, a partir daí, as apresenta nas páginas das revistas e jornais de viagem.

O JC Turismo não poderia ficar de fora e faz um resumo das boas novas alagoanas para a baixa temporada, quando os preços caem e a tranqüilidade toma conta do Nordeste.

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Nova Maceió

“A cidade é um espelho e pode-se vê-la debruçada – e refletida – nas águas de seus rios, das lagoas e do mar. Maceió ora é azul-turquesa, ora é verde esmeralda: como se vê há sempre uma preciosidade a definir sua cor” (Djavan)

Até uns anos, o trajeto entre o Aeroporto Zumbi dos Palmares e os hotéis não era um dos passeios mais agradáveis para quem visitava Maceió pela primeira vez. A distância – são 28 km – e a “paisagem”, que em nada lembrava o doce canto do poeta Djavan, não se afinavam.

“Cadê a praia, mãe?”. A gente não chega nunca!”, reclamavam as crianças. Mesmo com um certo grau de desapontamento, os pais iam controlando a situação: “Mas sinta o calor, olhe o céu azul bem diferente daquela tempestade que a gente deixou lá em Bauru, lembre do queijo de coalho na praia...”.

Ao som do forró e das brincadeiras dos guias da Aeroturismo, a decepção ia cedendo espaço para a ansiedade de se ver, em breve, um mar cuja cor só se encontra no Caribe ou em Cancun. E, o que é melhor: a três horas de vôo de São Paulo.

Hoje, graças aos esforços das autoridades públicas e da iniciativa privada, Maceió ganhou uma nova porta de entrada. Está muito mais arejada, muito mais limpa, muito mais bonita, como frisou a empresária Chieko Aoki, presidente da Blue Tree Hotels, em palestra na Capital alagoana. “Quando cheguei à cidade, pude observar que, além da beleza da orla, Maceió está mais limpa e organizada.”

Ganhou novas vias de circulação e projetos de paisagismo nos canteiros, desde a entrada da cidade. O que faltava para que o mar, as praias, a gastronomia regional e internacional, a cultura popular e o artesanato tipo exportação entrassem em total sintonia.

Infra-estrutura que, somada às belezas naturais fazem de Maceió, é um destino com a certeza de agradar quem parte do Interior paulista à procura das suas famosas piscinas de arrecifes de Paçujara, das barracas de Ponta Verde, dos passeios pelas lagoas que serviram de nome para o Estado, dos coqueirais a perder de vista da praia do Gunga...

Embora Maceió por si só se baste, nossa dica é fugir dos roteiros de massa e partir para uma costa ainda não explorada que prima –como tudo no Estado – pelas águas calmas protegidas por arrecife: a dos Corais.