09 de julho de 2026
Política

Servidores aprovam estado de greve e agentes vão parar


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Após o fracasso de mais uma tentativa de negociação com a prefeitura bauruense, os servidores municipais rejeitaram novamente a proposta de reajuste salarial apresentada pelo Executivo e aprovaram entrar em estado de greve durante assembléia, ontem à noite, na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm). Com isso, a categoria promete realizar diversas paralisações “relâmpago” em vários setores da administração. Já os agentes de controles de endemias decidiram que entrarão em greve, mas em data ainda a ser decidida.

Segundo a diretora da entidade, Sônia Carvalho, ainda não foi definido quando se iniciarão as paralisações “relâmpago”, que se caracterizam pela suspensão temporária de 1h nas atividades, pois a categoria ainda organizará um calendário para realizá-las. Além disso, a sindicalista informou ter sido aprovado um ato público - no dia 12 do próximo mês, pela manhã, no Centro da cidade - e uma nova assembléia no dia 16 de abril, a partir das 18h.

Carvalho esclareceu também que os agentes de controles de endemias, servidores que atuam no combate de doenças, como a dengue, aprovaram entrar em greve, mas em data ainda a ser agendada. “Eles já estavam em estado de greve há 15 dias e, como o único avanço conseguido na negociação com a prefeitura foi a equiparação do piso salarial atual, de pouco mais de R$ 360,00, ao salário-mínimo de R$ 415,00, resolveram entrar em greve”, destacou a diretora.

A assembléia que deliberou pelas paralisações ocorreu horas após integrantes do Sinserm sentarem-se novamente com a comissão de negociação da prefeitura para discutir a pauta de reivindicações da categoria, que pede reajuste salarial de 30%, além de aumento do vale-compra de R$ 160,00 para R$ 216,00, incorporação do abono de R$ 50,00 e concessão de tíquete-alimentação aos funcionários de apoio da Educação, as duas últimas aceitas pelo Executivo.

Durante a reunião, a prefeitura reafirmou que a proposta oferecida em encontro anterior -incorporação do abono de R$ 50,00 mensais, concessão de 5,43% sobre os salários e dos dois benefícios - representa o esforço máximo que as atuais condições financeiras do município permitem.

Em nota encaminhada sobre o assunto ao JC, a assessoria de imprensa da administração ressaltou que, com a aplicação da proposta, a prefeitura irá consumir 54% de tudo o que arrecada com pagamento de salários e benefícios aos servidores, ficando no limite máximo imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e restando somente 46% para manutenção da máquina e investimentos.

A nota destacou, ainda, que os representantes da prefeitura ressaltaram, novamente, que a aplicação da proposta oferecida à categoria resultará, durante o período da atual administração, em aumento salarial de 53,56% para quem recebe o menor piso salarial (1-A), contra 20,48% de inflação acumulada entre março de 2004 e fevereiro de 2008. Considerando-se o maior piso inicial da Prefeitura (21-A), o aumento salarial será de 28,40% ao longo de quatro anos.

Os representantes da Prefeitura na reunião foram os secretários municipais da Administração, Fernando Ferreira Jorge, de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio e de Finanças, Marcos Garcia, além do assessor técnico da Secretaria Municipal de Administração, Álvaro Munhoz.