São Paulo - Uma combinação de fatores improváveis, ao mesmo tempo e no mesmo local, causou o desabamento do canteiro de obras da estação Pinheiros da linha 4-Amarela do Metrô, de São Paulo, em janeiro no ano passado, segundo laudo apresentado pelo consórcio Via Amarela ontem. Sete pessoas morreram na tragédia. Para o engenheiro Nicholas Barton, especialista em mecânica de rochas “não dá para ser mais azarado do que isso. É impressionante”.
Barton se refere às 11 sondagens de solo - pequenas escavações verticais para diagnóstico do terreno -, realizadas antes do início da obra, que não encontraram uma rocha de aproximadamente 15 mil toneladas exatamente sobre o túnel. O rochedo é apontado como a causa do desabamento, segundo o laudo.
O número de sondagens, segundo Márcio Pellegrini, do Consórcio Via Amarela, é maior que o padrão internacional, por isso, a empresa continua falando em “fatalidade”. A rocha teria se deslocado, segundo o Consórcio, devido à penetração de água no terreno. O formato do rochedo - em cone - também facilitou a movimentação para baixo da imensa rocha.