Bagdá - A crise deflagrada pela ofensiva de tropas iraquianas e americanas contra grupos xiitas em Basra, que entrou no seu terceiro dia e já deixou mais de cem mortos, agravou-se ontem com a realização de grandes protestos antigoverno em Bagdá e a destruição por milicianos de um dos principais oleodutos de petróleo iraquiano, causando alta do preço do barril nos mercados internacionais.
Segundo a estatal iraquiana de petróleo, homens armados explodiram com bombas partes do oleoduto que escoava o petróleo bruto da região de Zubair, nos arredores de Basra (sul), afetando a exportação do principal sustento da economia do país árabe.Dezenas de milhares de seguidores do clérigo radical xiita Moqtada al Sadr marcharam em Bagdá ontem para protestar contra a ofensiva realizada pelas forças de segurança iraquianas e pedir o fim do governo apoiado pelos Estados Unidos.
Em Sadr City, reduto xiita do Exército Mehdi, milícia de Al Sadr, uma multidão de pessoas cantava e gritava slogans contra o governo. As demonstrações também foram organizadas nos distritos do norte de Kadhimiya e Shula. “Nós exigimos a queda do governo de (Nuri al) Maliki. Ele não representa o povo. Ele representa (o presidente dos EUA, George W.) Bush e (o vice-presidente dos EUA, Dick) Cheney”, disse Abu Ali, um morador de Sadr City, referindo-se ao primeiro-ministro iraquiano.
Bush elogia
George Bush, elogiou ontem o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, por lançar uma “dura batalha contra os combatentes de milícias e contra os criminosos”, em Basra. A ação desencadeou protestos ontem na capital. “A destemida decisão do primeiro-ministro Al Maliki, de perseguir os grupos ilegais em Basra, mostra sua liderança e seu compromisso para implementar a lei de maneira imparcial”, disse Bush.