Brasília - A aliança PT-PMDB no Rio vai ganhar elementos novos hoje. Ao longo do dia serão realizadas as prévias na capital fluminense para definir quem será o candidato petista que vai encabeçar a provável chapa.
Na disputa estão o deputado estadual Alessandro Molon, que tem o apoio integral do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e o ex-deputado Vladimir Palmeira.
Petistas que acompanham o processo afirmam que Molon será o vitorioso e que o grupo de Palmeira está isolado e representa uma minoria no partido.
No entanto, o ex-deputado federal lidera um movimento que defende o purismo do PT, o que confrontaria com a parceria com o PMDB.
Para os petistas do Rio, Molon é o nome que conseguirá a unidade da legenda não só na capital, como também no interior do Estado.
A reportagem apurou que Molon - que é apontado como um tipo de bom trânsito e fácil acesso - virou também uma espécie de símbolo para o PT que sonha com a prefeitura.
Apesar de o resultado das prévias de amanhã ser dado como certo e favorável a Molon, os petistas devem se preparar para eventuais dificuldades com o PMDB do Rio.
É que um grupo de peemedebistas liderados pelos deputados federais Marcelo Itagiba e Nelson Bornier não aceita a aliança negociada por Cabral. Itagiba e Bornier se queixam que foram prejudicados nos seus projetos pessoais.
Ambos planejam sair candidatos nas eleições de outubro. Itagiba quer ser pré-candidato pelo PMDB na capital fluminense, enquanto Bornier negocia uma prefeitura na Baixada Fluminense. Os dois disseram ter sido surpreendidos pelas articulações do governador.
Na próxima semana, o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), deve reunir a bancada federal do partido no Rio e também os dirigentes da legenda no Estado e na capital.
Temer tentará conter os ânimos e buscar consenso.