09 de julho de 2026
Nacional

TCU pediu banco de dados, diz Dilma

Por Dimitri do Valle | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Curitiba - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem em Curitiba que a secretária-executiva da pasta, Erenice Alves Guerra, montou um banco de dados sobre despesas do governo federal sob “recomendação do TCU (Tribunal de Contas da União)”.

Ela descartou ir à CPI dos Cartões Corporativos para explicar o vazamento de informações. A ministra voltou a dizer que o Planalto vai investigar “até o último minuto” para saber quem divulgou os dados.

Segundo Dilma, um banco de dados começou a ser montado em 2005 para centralizar os gastos de toda administração daquele ano para a frente. “O problema é que os gastos sempre foram muito dispersos e o banco de dados tinha a tarefa de organizar estas informações, que são gigantescas”, afirmou em entrevista, antes de participar de encontro com empresários no Paraná.

No ano seguinte, Dilma disse que o TCU baixou o acórdão 230/2006 para recuar a organização dos dados para 2002. “O TCU aprovou o banco de dados e pediu um recuo para 2002”.

A ministra disse que orientou sua secretária executiva “a cumprir tudo o que Tribunal de Contas pedir”. Dilma declarou que os dados revelados na edição passada da revista “Veja” “são a escandalização do nada”, pois os dados ali publicados já foram auditados pelo TCU e “nenhuma irregularidade foi encontrada”.

A ministra elogiou o fato de a Folha de S.Paulo ter procurado Erenice Guerra para mostrar os dados e apurar a origem das informações antes de publicar a reportagem. “A Folha de S. Paulo teve um postura correta.”

Dilma rejeitou a possibilidade de depor na CPI dos Cartões. “O Palácio do Planalto e eu, em particular, temos mais coisas a fazer. Prefiro, e vou dizer com toda a sinceridade, passar 15, 14, 13 horas no Planalto tratando do PAC.”

Questionada se haveria demissões por causa do vazamento, Dilma optou por não responder.

A ministra disse que não é candidata à Presidência ao ser questionada se o caso do dossiê não seria, de certa forma, uma manobra de opositores para minar suas chances. “Casos como esse demonstram tentativas de diminuir a importância de nosso país de transformar a máquina pública e de dar a ela instrumentos transparentes de gestão.”

Dilma disse que uma sindicância foi aberta para apurar o vazamento. “Vamos investigar até o último minuto.Sabe qual é a minha esperança? É que muita gente viu isso (a circulação dos dados nos órgãos públicos até a entrega a jornalistas). Vamos saber quem fez isso.”