08 de julho de 2026
Geral

HE já administra Manoel de Abreu

Da Redação
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Desde ontem, a administração do Hospital Manoel de Abreu está a cargo do governo do Estado, através do Hospital Estadual de Bauru (HE). A medida não deve causar nenhum impacto imediato na população usuária da unidade de saúde. Todas as mudanças previstas, como a transferência da oncologia para o HE, ampliação do número de leitos de 40 para 80 e a transformação do Manoel de Abreu em unidade de internação de pacientes de clínica geral, infectologia e radioterapia, vão ocorrer de maneira gradual, segundo o diretor-executivo do HE, Emílio Carlos Curceli.

Ele preferiu não estimar em quanto tempo todas as mudanças previstas deverão estar implementadas. “Temos de levar em conta uma série de fatores, como capacidade operacional, equipamentos”, afirma. “Não dá e nem pretendemos fazer nada do dia para a noite”, emenda.

Neste momento, quem mais deve sentir as mudanças são os funcionários. Dos 140 que trabalhavam na unidade enquanto era gerenciada pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB), apenas 80 permaneceram. Outros 39 foram contratados emergencialmente, através da análise de currículo. Os funcionários que ainda faltam para suprir a demanda, segundo Curceli, são basicamente da manutenção e parte administrativa. Essas funcões, por enquanto, serão realizadas por funcionários do HE.

Vale lembrar que os atuais funcionários do Manoel de Abreu foram contratados por três meses com possibilidade de prorrogação por mais três. A partir daí, independente do tempo que tenham de casa, terão de ser aprovados em concurso público para continuar na instituição. Curceli acredita que o processo seletivo será aberto no mês que vem.

“Raio-X”

Emílio Curceli preferiu não ampliar a discussão sobre o projeto que se pretende para o Manoel de Abreu. Cauteloso, Curceli acha melhor aguardar o resultado de um levantamento geral - um “raio-X” - que está sendo realizado na unidade. Ele acredita que terá os dados completos até o final deste mês. “Só então teremos condições reais de um norte. Sabemos que temos de comprar novos equipamentos, mas teremos de priorizar”, disse Curceli. Para se ter uma idéia da abrangência do levantamento, o HE saberá, entre outras coisas, qual a capacidade da rede elétrica do Manoel de Abreu.

Sobre investimentos, Emílio Curceli também fala com cautela. Ele diz que técnicos da Secretaria de Estado da Saúde já aprovaram proposta orçamentária encaminhada para custeio de um ano em torno de R$ 3,8 milhões. “O montante passou pelo crivo técnico, o que significa que é viável, mas vamos aguardar, já que a proposta foi encaminhada sem que soubéssemos exatamente quanto recebiam”, diz.

“Só teremos realmente uma idéia precisa quando tivermos o levantamento em mãos. Só assim saberemos o que é o Manoel de Abreu, o que tem, qual a real situação”, emenda. No final da tarde de ontem, a reportagem tentou contato com a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru, Marilsa Sales, mas ela não foi localizada para comentar o assunto.