Embora persistam ao tempo e às mudanças na estrutura das famílias brasileiras (hoje, bem menores atualmente do que antigamente), as refeições de domingo já não são aquilo que costumavam ser.
Em muitos lares, por exemplo, os momentos de confraternização já não são tão comuns como no passado. “Em geral, isso (os encontros de grandes proporções) costuma ocorrer nas festas de fim de ano ou quando alguém faz aniversário”, diz a dona de casa bauruense Cibele Camargo Guieguer, 39 anos. Casada, mãe de dois filhos e moradora da Vila Pacífico (zona oeste de Bauru), ela acredita que, atualmente, a família se encontra resumida, no lugar de reunida.
“Quando eu era criança, era comum nos reunirmos com tios e primos para almoçar macarronada com frango. Hoje, passo os domingos apenas com meu marido e as crianças”, afirma. A situação descrita pela dona de casa é algo que costuma passar longe da casa do comerciante bauruense Jorge Fernandes Munhoz, 52 anos.
Casado, pai de três filhos (todos adultos), ele não é capaz de passar um fim de semana que seja sem se encontrar com amigos e parentes. “Na minha família é assim: um não larga do outro”, brinca.
Os almoços de final de semana promovidos pela família Munhoz (onde churrasco costuma ser o prato principal) reúnem de 15 a 20 pessoas aproximadamente, entre irmãos, sobrinhos, filhos e amigos mais chegados, que já ganharam o status de “agregados” da família. “A gente faz a chamada brincadeira da sacolinha. Alguém trás a carne, outro vem com a cerveja e outro dá o arroz. Dessa forma não ‘pesa’ para ninguém e todos se divertem”, diz o comerciante.