09 de julho de 2026
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Inteligência emocional não é enlatada


| Tempo de leitura: 3 min

A ciência moderna trouxe para o cotidiano a proposta da existência de uma inteligência emocional, profundamente relacionada à inteligência racional. A inteligência racional é aquela que todos aprendemos na escola, acompanhada normalmente por livros e apostilas. Já a inteligência emocional, algo particularmente novo para o mundo ocidental, ainda está restrita à pedagogias inovadoras, como a Waldorf; a consultórios de terapeutas holísticos; e a cursos diferenciados, que tratam do ser humano de forma integral.

A inteligência emocional, apesar das fortes ligações, obviamente, diferencia-se da inteligência racional. Enquanto a primeira seria a comida fresquinha, feita em fogo brando, a segunda é a tal comida enlatada, que serve muito bem para nossa pressa do dia a dia. Algo assim, metaforicamente falando.

Não vou deslizar os dedos no teclado para falar sobre a inteligência racional. Apesar de ser importante, ela nunca deve estar desligada da inteligência emocional, pois o homem é um ser integral, queiram ou não os pedagogos que defendem o absurdo “tapa pedagógico”. Vamos ficar, neste artigo, apenas dentro do aspecto da inteligência emocional.

A inteligência emocional é a capacidade que cada um de nós tem de identificar os próprios sentimentos e os sentimentos dos outros; de realizarmos a auto-motivação e de gerenciarmos bem as nossas emoções e as emoções dentro dos nossos relacionamentos inter-pessoais. Portanto, mesmo com ajuda profissional, a inteligência emocional é algo que “arrancamos” de dentro de nós mesmos.

Alguns aspectos são importantes para a preservação de uma vida com qualidade e de uso constante da inteligência emocional: o conhecimento de si mesmo; o domínio das atitudes; a motivação de si próprio; a empatia; a sinergia e a revitalização das relações inter-pessoais.

Todos estes aspectos podem ser trabalhados por profissionais como psicólogos, terapeutas, pedagogos e educadores, porém, este trabalho precisa ter um caminho profundo e reflexivo, sem o uso de modismos, como as tais palestras motivacionais, onde os palestrantes viram mágicos ou performistas. Um trabalho assim é superficial e sem gosto, igual à comida enlatada, servida até em merenda escolar.

Este artigo não quer ter o tom da crítica simplista, mas a observação séria. Alunos que passam pelos nossos cursos recebem (metaforicamente falando) uma luz, e saem vasculhando pela escuridão do túnel. Talvez este seja um bom compromisso que nós, profissionais que tratamos deste assunto, podemos ter.

Por exemplo, nas aulas de oratória ampliamos o sentido do falar em público, para que o aluno construa o seu marketing pessoal, utilizando-se de sua inteligência emocional. Aulas técnicas são necessárias, porém, há que se encontrar o equilíbrio, pois já temos enlatados demais na nossa educação. Exatamente por isso é que tratamos de ampliar o trabalho, saindo da mesmice... usando técnicas do teatro, da arte-educação, da biopsicologia e do desenvolvimento humano em cursos como este.

O sucesso é o avesso do fracasso. Isto é óbvio também. No entanto, muitas pessoas não atinam para isso... e continuam sempre com a mesma programação, o mesmo cronograma, o mesmo tudo. Talvez, mudar um pouco a rota e focar mais na inteligência emocional seja um bom caminho. Eu disse talvez, pois cada um é que sabe de si. Vamos continuar fazendo a nossa parte.

O autor, Reginaldo Tech, é professor de redação, literatura, gramática, comunicação social e gestão de pessoas. www.cursosprofessortech.com