Uma Polícia Civil mais profissional e dedicada ao bom atendimento à população. Essa é a meta do novo diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-4 (Deinter-4), Renato Cruz Swensson. Na tarde de ontem, o diretor realizou a primeira reunião com os titulares das sete seccionais da área de abrangência do departamento. Durante entrevista coletiva realizada na sede do Deinter-4, em Bauru, ele garantiu que não irá mudar o comando das seccionais e informou que irá pleitear mais concursos públicos para aumentar o quadro de policiais do departamento.
Ontem, delegados seccionais de Bauru, Assis, Jaú, Lins, Marília, Ourinhos e Tupã expuseram ao novo diretor a situação de cada região. Para Swensson, a reunião foi produtiva. “Pude ver uma radiografia de cada seccional. Na verdade, o departamento dará apoio às seccionais. Elas são os pilares que sustentam o departamento. Nosso papel é dar recurso, condições para que todos os seccionais trabalhem da melhor forma possível”, define.
Perguntado sobre o quadro reduzido de policiais – no ano passado, um trabalho do Sindicato dos Investigadores da Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp) apontou que a região de Bauru tem déficit de mais de mil policiais - Swensson revelou que irá pleitear a abertura de concursos públicos. “Buscaremos o reforço do efetivo, principalmente o número de escrivães e investigadores”, disse.
O novo diretor do Deinter também elogiou a atuação de seu antecessor, Roberto de Mello Annibal. “O bom serviço já vinha se desenvolvendo com o antigo diretor. Tanto que os números revelam que as ocorrências estão num nível aceitável. Evidente que não podemos comemorar nenhum resultado, mas vamos trabalhar para que os índices diminuam cada vez mais”, diz.
Para isso, afirma, o Deinter vai investir cada vez mais em investigação. “Através dos setores de inteligência do departamento e de todas as seccionais, iremos verificar onde é necessário a polícia atuar. Então estamos, como diz o nosso secretário, trocando a força pela inteligência. Vamos trabalhar com isso”, afirma.
Swensson deixou claro que o bom atendimento à comunidade é uma de suas prioridades. “Nossa característica é o melhor atendimento à população. Toda unidade deve se preocupar em atender cada vez melhor à população. Também buscamos uma polícia cada vez melhor preparada, mais profissional”, diz.
Sobre a atuação de facções criminosas em Bauru e região, Swensson destaca que a Polícia Civil tem acompanhado a movimentação destes grupos. “Nós temos um setor de inteligência e isso vem sendo acompanhado. Nós estamos preparados e acompanhando todos os movimentos de facções e o que ocorre nos presídios e fora deles. E não vamos ser pegos de surpresa, não. A polícia está preparada para enfrentar qualquer evento neste sentido”, garante.
Bauru
Esta é a segunda vez que o delegado seccional de Bauru, Doniseti José Pinezi, trabalha com Swensson. Quando Pinezi foi titular da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Botucatu, Swensson atuava no Deinter de Sorocaba - que engloba a cidade. “Estou feliz pela vinda de Swensson e em trabalhar mais uma vez com ele. Esperamos melhorar em muito o trabalho que estamos desenvolvendo”, afirma.
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Seccional recebe armamento
O Departamento de Polícia Judiciária-4 (Deinter-4), sediado em Bauru, recebeu, na última quarta-feira, sete metralhadoras MT.40 Famae. Bauru e cada uma das sete delegacias seccionais que fazem parte do departamento ficarão um destes equipamentos.
De acordo com o delegado seccional Bauru, Doniseti José Pinezi, além da metralhadora, a unidade recebeu 200 coletes à prova de balas e munição. A metralhadora será utilizada por policiais do Grupo Armado de Repressão ao Roubo e Assalto (Garra). Segundo Pinezi, o equipamento será empregado em rondas e situações de emergência. “A Polícia Civil está bem preparada, com viaturas, coletes, armamento e combustível”, enumera o delegado.
Durante cerimônia de entrega do equipamento realizada na Capital, semana passada, o delegado-geral Maurício Lemos Freire, explicou que a MT.40 Famae exige um treinamento especial de quem irá manuseá-la. “Os policiais não podem utilizar esse armamento sem o curso da Academia de Polícia. Como nós precisamos desse tipo de armamento na rua, vamos estimular os nossos policiais cada vez mais para fazerem a qualificação na Acadepol para que possam utilizá-las com segurança”.
O armamento faz parte da aquisição de um lote que ainda inclui 400 revólveres 38 e mais 250 pistolas 9 milímetros PT24/7 Pro com mira de Tritium. “Essa nova leva já muda consideravelmente a qualidade do equipamento que o nosso policial vai usar no dia-a-dia. O calibre 9 milímetros é reconhecido e aceito mundialmente, a confiabilidade da arma é outra, e principalmente as miras de Tritium para que a gente possa usar no combate em baixa luminosidade, pois 70% da atividade policial ocorre nessas condições”, explicou o Freire.