08 de julho de 2026
Bairros

Vacina seria solução para doença

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Para agentes de controle de endemias ouvidos ontem em Bauru, o poder público não mantém programas de conscientização e de educação permanentes. Sem tais instrumentos, o trabalho deles é dificultado e a mudança de hábito da população torna-se inatingível. A alternativa? Imunização em massa, defendem.

No entanto, as pesquisas em andamento no Brasil estão longe de serem incorporadas ao dia-a-dia da população. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Butantan, ainda é prematuro estimar quando a vacina estará disponível. Certo é que levará tempo. A pesquisa do Instituto Butantan é realizada em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

Ainda segundo o órgão de comunicação, não falta verba para o estudo. Recentemente, a instituição recebeu aporte de R$ 32 milhões do BNDES, a fundo perdido. Os recursos serão aplicados em áreas como leishmaniose, dengue e rotavírus. A reportagem também tentou contato com a assessoria de imprensa do Instituto Oswaldo Cruz, onde outras pesquisas referente à dengue estão em andamento. Porém, não obteve resposta.

Mas para os agentes de endemias de Bauru, os investimentos deveriam ser ainda maiores. Para eles, o poder público não se esforça. Por essa razão, a população muitas vezes volta-se contra eles.

O advogado José Zonta Júnior, por exemplo, quando os recebeu na sua casa, soube respeitá-los, mas não deixou de criticar a prefeitura por não tomar providências em relação a um terreno, na quadra 16 da rua Presidente Kennedy. “Já esgotamos todos os meios de reclamação. Um casarão foi demolido no local há uns quatro, cinco anos, e virou depósito de lixo. Acredito que existam criadouros”, comenta.

O advogado confirma a negligência da população ao jogar detritos no imóvel, porém cobra que o poder público faça sua parte.