10 de julho de 2026
Regional

Secretário diz que Orçamento não prevê gastos para cumprir lei de cães ferozes

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O secretário de Saúde de Jaú (47 quilômetros de Bauru), Lúcio José Fiorelli, vai apresentar esta semana algumas propostas e orçamentos ao prefeito João Sanzovo Neto (PSDB) sobre o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que disciplina a criação e cuidados com cães ferozes.

De antemão, Fiorelli diz que o Orçamento do município para este ano não previu o gasto para adequar o canil, recém-inaugurado, para receber cães ferozes, ponto mais polêmico do projeto, na opinião dele.

“Apesar de ter sido aprovado pela Câmara, nós não fomos consultados sobre a viabilidade técnica. Temos que saber como vamos recolher e guardar esses cães, que não podem ficar junto com os outros porque oferecem risco aos funcionários e aos animais apreeendidos.”

Além do local adequado, o secretário lembra que é preciso treinar e capacitar pessoas para lidar com este tipo de animal.

A idéia é montar dois canis para esse tipo de animal, ressalta Fiorelli. “Estamos tentando nos adiantar. Eu pretendo conversar com o coordenador de Zoonoses e quais as condições do canil para cumprir o que está previsto no projeto de autoria do vereador Newton José Coló (PTB). A forma técnica de cumprir a lei, caso ela seja sancionada pelo prefeito.”

Para ser mais preciso com o prefeito, o secretário pediu um orçamento para a Secretaria de Obras. “Para saber quanto fica construir duas baias com grades fechadas até em cima e com cabine para o tratador entrar sem colocar em risco sua vida, tipo a usada em zoológico.”

Outro item que deve causar despesas, prevê o secretário, é a admissão de mais funcionários. “Hoje temos uma veterinária e dois técnicos. Precisaríamos contratar mais um ou dois funcionários e mais um veterinário.”

Para ele, outro ponto que pode se tornar polêmico é a cobrança de multa. “Uma pessoa que tem um cão feroz pode soltar o animal na rua assim que ele atacar alguém. Esse item só poderá ser cumprido após o cadastramento dos animais de toda a cidade.”

Para ele, há a necessidade de um serviço focado nos animais ferozes. “Já havia uma lei semelhante. O problema é que não está previsto no Orçamento anual que foi aprovado no ano passado. Estamos com um animal desses apreendido e procuramos alguém que queira adotá-lo porque não podemos ficar com ele. Precisa ser alguém que possa adestrá-lo porque ele é anti-social.”

Após os levantamentos técnico e orçamentário, o secretário pretende apresentar o projeto ao prefeito para ver a viabilidade de aprovação ou não do Executivo.