08 de julho de 2026
Geral

Amizade envolve afinidade e interesses

Da Redação
| Tempo de leitura: 1 min

Para o professor de antropologia Cláudio Bertolli, também da Unesp de Bauru, a aliança de amizade tem sido sacramentada principalmente na afinidade e nos interesses. “É o que se chama de tecnificação das relações humanas. A amizade passa a ser um investimento”, explica. A individualização e o reforço dos interesses próprios dão sensação de vazio e solidão.

Por isso, segundo Bertolli, atualmente há uma tentativa de resgate das relações humanas verdadeiras. “Tudo o que se procura hoje é uma amizade sincera, sentimento que traz a plenitude para o homem”, reforça. Muito dessa frustração e busca constante pelo outro, como aponta Sandro Caramaschi, pode ser atribuída ao fato de que a maior parte das atividades na modernidade não tem interação. “A televisão é o maior exemplo disso. Antes as pessoas sentavam na frente das casas para conversar com o vizinho; hoje assistem à novela”, diz o professor.

Os bichos de estimação surgem então, como uma alternativa de preenchimento social. “Uma pesquisa apontou que os idosos que têm animal de estimação vivem por mais tempo; os animais são uma maneira de interagir socialmente”, diz Caramaschi.

Além desses benefícios, a “amizade animal”, conforme o professor Hélio José Guilhardi, mestre em psicologia experimental pela USP, em entrevista à revista “Check Up”, em 2006, também propicia o estabelecimento de novas relações entre humanos. “Os ‘amigões’ propiciam interações sociais entre as pessoas, que comentam sobre seus bichinhos”, observa.