08 de julho de 2026
Bairros

Cargos de direção na Funai

Ieda Rodrigues
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A indefinição de quem será o diretor da Regional Bauru da Fundação Nacional do Índio (Funai), que seria transferida para Santos, mas acabou ficando na cidade, está preocupando os índios da região. Mário Camilo, chefe de serviço de segurança patrimonial e meio ambiente da Funai local, afirma que a demora na indicação causa prejuízo aos índios, uma vez que projetos ficam suspensos.

Ele defende a nomeação de índios para cargos da Funai. “Hoje, ela é mais comandada por ONGs e não por índios nem indigenistas”, comenta. Mesma opinião tem a índia Esther da Silva Sobrinho Terena, aposentada como técnica indigenista da Funai. “Eles não aceitam índio em cargo de direção da Funai. Exigem currículo, mas quando apresentamos índio com competência, também não aceitam”, afirma. “ A Funai tem trabalho contra o índio, não para nos proteger”, critica.

Para ela, o fato da unidade da Funai de Bauru estar sem diretor é irrelevante. “Partindo do princípio que já estava inoperante, não atrapalha”, diz. Ela, que nasceu e cresceu em aldeia terena no Mato Grosso, adianta que os índios se uniram e indicaram um membro da tribo para a Funai de Bauru. “Não existe ninguém melhor que índio para cuidar de índio. Indicamos o economista e capitão aposentado Dionísio Vargas”, frisa. Vargas, também nascido no Mato Grosso, atualmente mora em São Paulo, segundo Esther.