10 de julho de 2026
Internacional

Paraguai: temor de fraude ronda pleito

Por Da Redação | Com Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Assunção - “Trampa”, que em espanhol significa fraude, trapaça, é uma das palavras mais ouvidas nos últimos dias nas ruas de Assunção. Denúncias de manipulações diversas e um histórico de corrupção e uso ostensivo da máquina pública em favor do Partido Colorado sustentam a desconfiança geral da população sobre a legitimidade das eleições de domingo para a Presidência do Paraguai.

Os principais candidatos são o ex-bispo católico Fernando Lugo, que lidera as pesquisas, a governista Blanca Ovelar, ex-ministra da Educação, e o general reformado Lino Oviedo que afirmou ontem em alto e bom tom que caso seja eleito presidente do Paraguai não vai mexer em nada no assunto Itaipu, que virou tema de debate depois que o candidato Fernando Lugo, da Aliança Patriótica pela Aliança, começou a usar em seu discurso que o Brasil estava pagando menos do que deveria pela energia comprada do Paraguai.

Nos últimos dias, os principais jornais do país, especialmente o “ABC Color” (líder em circulação), que praticamente faz campanha para Lugo, têm denunciado fatos que prenunciariam fraude armada pelos colorados. Um deles é o “cachito”' (pedacinho): consiste em mudar o local de votação de pequenos grupos de eleitores, de modo a não chamar a atenção. Assim, eleitores chegam a uma seção e descobrem, na hora de votar, que seu registro foi mudado para uma zona distante. Outra artimanha é a da “calesita” (carrossel), pela qual o fraudador entrega ao eleitor cooptado cédulas de votação preenchidas antecipadamente. Há ainda o “voto defunto”, que, graças à manutenção de mortos na lista de votação, permite que outros votem por eles.