Entre os 11 postos de atendimento em funcionamento no Estado, o Poupatempo de Bauru é o primeiro a ser gerido por uma empresa privada. Escolhido através de licitação pública, o Consórcio Integra Fácil foi o vencedor da licitação para serviços integrados de adequação do imóvel, implantação, operação e manutenção do posto e tem sob sua responsabilidade a prestação de serviços de atendimento, recepção, orientação e informação, realizados por equipe contratada pelo consórcio e também por funcionários públicos.
Já a prestação de serviços continua sendo responsabilidade dos órgãos públicos, como acontece nas outras dez unidades do Poupatempo em funcionamento. Cabe ainda à Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) a gestão do atendimento, a fim de manter o padrão nos serviços.
De acordo com a assessoria de imprensa do Poupatempo, a experiência implantada em Bauru foi aprovada pelo Estado, que pretende nos próximos meses inaugurar novos postos, todos seguindo o modelo bauruense.
A contratação do Consórcio Integra Fácil é resultado da Parceria Público-Privado (PPP) com investimentos a cargo da empresa privada e a remuneração pelo Poder Público. Dessa maneira, o investimento que seria feito pelo Estado para a implantação do Poupatempo foi realizado pela iniciativa privada.
O valor investido pelo consórcio para a implantação do posto em Bauru foi de R$ 10,6 milhões, utilizados na adequação do imóvel (pertencente ao Estado), fornecimento de mobiliário, sistema de comunicação visual, recursos de teleinformática, seleção e capacitação da equipe.
O valor do contrato firmado com o consórcio foi de R$ 43,9 milhões, que serão repassados pelo Estado em parcelas mensais ao longo da vigência do contrato, que é de 60 meses (cinco anos). Por mês são investidos cerca de R$ 731,6 mil na unidade de Bauru.
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História
A primeira unidade do Poupatempo foi aberta ao público em 1997. Nove anos depois, o programa chegou a Bauru oferecendo 250 serviços presenciais e mais de 2 mil eletrônicos. Mas a história do Poupatempo começou a ser escrita durante a campanha eleitoral de 2004.
Mário Covas, então candidato ao Governo do Estado, ouvia em seus comícios eleitorais diversas reclamações da população sobre a morosidade nos serviços públicos. Pessoas o abordavam principalmente na Capital, para pedir algo que diminuísse a burocracia e o tempo de espera para se conseguir um documento nos órgãos estaduais.
Eleito, Covas se comprometeu a estudar algo que poupasse o tempo das pessoas. Com o projeto pronto em 1996, a Central de Atendimento ao Cidadão passou a ser chamada de Poupatempo. Devido a isso, o atual governador do Estado, José Serra, vetou integralmente um projeto de lei, aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado (Alesp), que dava o nome de José Francisco Júnior, conhecido como ‘Zé do Skinão’, ao Poupatempo da cidade.
Na época, Serra justificou o veto dizendo que todos os postos do Poupatempo eram designados apenas mediante indicação do local em que se encontravam sediados.