A qualidade no atendimento é sempre o principal objetivo do Poupatempo. Por conta disso, todos os funcionários que atuam no posto passam por treinamento de dois meses antes de ocuparem a função. O objetivo é adaptá-los ao padrão Poupatempo.
“Nesse treinamento o futuro colaborador aprende a tratar todos de maneira igual e a executar o mais rápido possível os serviços para a população”, conta Maria Auxiliadora Palma Montans, gestora de qualidade e coordenadora dos postos terceirizados do Interior.
O trabalho desenvolvido pelo posto tem agradado os bauruenses. A maior parte dos usuários ouvidos pela reportagem do JC aprova o atendimento oferecido no Poupatempo, embora não se furte em sugerir modificações para torná-los ainda melhor.
Maria Helena de Oliveira, que na semana passada procurou a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert) para dar entrada no seu pedido de seguro-desemprego, gostou do serviço. “Tudo aqui é muito bom, os serviços são oferecidos com rapidez e qualidade”, afirma ela, que aproveitou para cadastrar seu currículo em busca de um novo emprego.
Renata Helena Gomes Tonioli diz que graças ao trabalho desenvolvido pela Sert, que capta as vagas existentes junto às empresas da cidade para encaixar as pessoas cadastradas, foi chamada para processos de seleção. “Cadastrei meu currículo há menos de quatro meses e já fui chamada duas vezes para participar de uma entrevista”, conta, enquanto aguardava por uma carta de recomendação.
Mas não há somente elogios. Bruna Ávila Castanha, que foi ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) para solucionar um problema, teve de esperar mais de duas horas para ser atendida. Mesmo assim, Castanha aprova vários serviços oferecidos num só lugar. “Dentro do Poupatempo temos atendimento e orientação perfeita”, afirma.
Silvia Helena Rosalino também reclamou da demora no atendimento do DAE. Ela ficou cerca de 1h40 para obter informações sobre um processo em andamento no órgão. “A preferência de atendimento ao idoso deve existir, mas para isso é preciso um guichê destinado especialmente para isso e não colocá-los na frente de quem aguarda na fila”, opina.
Outra usuária dos serviços, Regiane Vilas Boas Tavares Corrêa pediu mais agilidade na agência do Banco Nossa Caixa, que concentra todos os pagamentos de taxas e tributos gerados no local. Para ela, a ampliação do número de funcionários facilitaria ainda mais a vida de quem freqüenta o Poupatempo. Mesmo com demora na Nossa Caixa, Corrêa afirma que sempre conseguiu atendimento em todos os serviços que procurou no posto. “Aqui tudo é mais fácil, rápido e bem organizado”, comenta.
Apesar dos três estacionamentos em funcionamento próximos ao Poupatempo e das vagas disponíveis na rua Inconfidência, vários usuários citaram a dificuldade de estacionar como um dos problemas do Poupatempo. Cristina Pedroso rodou cerca de 30 minutos para conseguir uma vaga na rua, já que considerou os preços cobrados nos estacionamentos na vizinhança abusivos. “É uma dificuldade encontrar vaga para estacionar por aqui”, reclama.
Montans disse que já solicitou para a Prefeitura municipal a instalação da zona azul nas imediações do posto do Poupatempo. “Nós já fizemos a nossa parte, mas a decisão cabe à prefeitura. Até agora não obtivemos resposta”, lamenta.
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Do lado de fora
Não foi só a população quem ganhou com a instalação do posto do Poupatempo em Bauru. A chegado do posto à cidade também despertou o interesse de empresários e ambulantes pelo local. Ao lado do posto existem três estacionamentos que dependem quase que exclusivamente do movimento do Poupatempo.
“Se é dia de movimento no posto chegamos a guardar cerca de 150 carros. Se a procura pelo posto é menor, o movimento chega a cair cerca de 40%”, explica Paulo Felipe Crepaldi, que trabalha no estacionamento terceirizado pelo Estado para atender aos usuários do posto.
A maior parte dos usuários do Poupatempo reclama da falta de local para estacionar e do valor cobrado pelo estacionamento, que todos acreditam pertencer a posto. Crepaldi justifica o valor cobrado dizendo que a segurança no local é feita por câmeras de vídeo de forma constante. Além disso, diz, todo carro guardado no local conta com o seguro que cobre desde um possível furto até pequenos danos no veículo.
Maria Auxiliadora Palma Montans, gestora de qualidade e coordenadora dos postos terceirizados do interior, explica que o Poupatempo não tem nenhum controle sobre o preço cobrado no local e diz que o usuário pode optar pelos outros estacionamentos próximos do posto ou até mesmo estacionar o veículo na rua.
Na rua Inconfidência, onde fica entrada principal do posto, Célio Antrapo trabalha guardando os veículos. Ele garante que está de olho em todos os carros e desde que começou a trabalhar nenhum veículo foi roubado ou danificado na rua. “Eu peço para olhar o veículo e se a pessoa der algum dinheiro a gente agradece, caso contrário a gente olha do mesmo jeito”, conta ele, que consegue ganhar por dia cerca de R$ 35,00 no local.
Do outro lado da rua, em frente ao Poupatempo, Gessé Fernandes de Freitas, vende água de coco diariamente. “Eu cheguei aqui junto com o Poupatempo”, lembra. Freitas vende cerca de 80 copos de água de coco, que rendem a ele cerca de R$ 120,00 diários.