09 de julho de 2026
Regional

Transporte de carga na hidrovia cresce 19%

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Pederneiras - O transporte de mercadorias pela Hidrovia Tietê-Paraná teve um aumento de 19% de 2006 para 2007, passando de 3,9 milhões de toneladas para 4,7 milhões de toneladas. Três empresas fazem o transporte até o Porto Intermodal em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) e optam por este tipo de transporte pelo baixo custo, na opinião de Ricardo Tadeu Mazzine Usó, diretor de divisão do Departamento de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de Pederneiras.

Ele frisa que o custo é baixo porque é um transporte feito em alta escala. “É bom lembrar que são toneladas a serem transportadas. Para transporte menor, o custo não compensa. No caso da soja não é produto perecível e a demora não compromete.”

Segundo o diretor, cada chata transporta 600 toneladas. “Os comboios que trafegam por aqui trazem três ou quatro chatas e um caminhão grande consegue transportar 60 toneladas, portanto cada chata eqüivale a cerca de 10 caminhões de transportes de tamanho grande. Por essa conta, cada comboio leva aproximadamente 40 caminhões.”

Cada vagão de um trem, acredita ele, transporta o eqüivalente a dois caminhões. “O trem com 30 vagões é semelhante ao transporte feito por 60 caminhões. É o meio de transporte mais barato que tem.”

Em Pederneiras são três empresas que usam a hidrovia. “Duas fazem transbordo em Pederneiras e a terceira só abastece e troca a tripulação do barco que vem do Mato Grosso do Sul e Goiás. Eles descarregam em Santa Maria da Serra.”

O Porto Intermodal de Pederneiras faz o transbordo de soja, farelo de soja, milho e sorgo (um tipo de grão usado em ração). Pelas contas de Usó, a soja é a responsável por 99% do transporte. “ Cerca de 0,9 farinha de soja e o resto é milho e sorgo.”

A soja vem a granel nas barcaças, como se fosse transportada em caminhão. “Em Pederneiras ela é sugada por um sistema que tira o grão da chata e passa para o vagão, quando a soja parte pela ferrovia com destino ao Porto de Santos. Normalmente para exportação”. No porto, a soja passa por processo contrário, deixa a ferrovia e passa a ser transportada por navio.