10 de julho de 2026
Internacional

Paraguai punirá quem se autoproclamar vencedor

Folhapress
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Assunção - O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça Eleitoral do Paraguai, Juan Manuel Morales, advertiu ontem que a lei estabelece punições para os candidatos que se “autoproclamarem” vencedores. “Estas eleições são atípicas. Temos que precaver tudo. Se um candidato se autoproclamar vencedor vamos puni-lo. Vamos fazer valer a lei”, ameaçou Morales, em declarações a jornalistas.

O magistrado fez referência ao anúncio de alguns candidatos relativos à montagem de seus próprios centros de contagem de votos diante da desconfiança em relação à autoridade eleitoral, de maioria governista. Além disso, advertiu que a punição se estende aos meios de comunicação ou entidades que fizerem contagens de boca-de-urna. “Se distorcerem a realidade, os responsáveis serão punidos”, enfatizou.

O atual presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, afirmou ontem que o suposto apoio do governo da Venezuela ao ex-bispo e candidato presidencial opositor Fernando Lugo não afetará as relações entre os dois países.

O governante esclareceu em entrevista coletiva oferecida dois dias antes das votações que em nenhum momento se referiu “a uma ingerência” do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no processo eleitoral paraguaio em declarações concedidas na quarta-feira a um canal de televisão desse país.

Nessa entrevista, reproduzida pela imprensa local, Duarte advertiu Chávez que “não vai permitir que nenhum estrangeiro queira turvar ou agitar o processo eleitoral”.

Destacou que esse fato também não terá conse-qüências negativas para a incorporação plena da Venezuela ao Mercosul, que depende da aprovação dos Parlamentos do Brasil e do Paraguai, após ser ratificada pelos da Argentina e Uruguai. Sobre a suposta presença de agitadores provenientes do Equador, Venezuela e Bolívia para provocar violência hoje, quando os paraguaios vão às urnas, o presidente reafirmou que têm “toda a informação e os órgãos com jurisdição e competência estão atuando”. Segurança O presidente paraguaio ordenou o aquartelamento de tropas do Exército e da polícia para manter a segurança hoje.

O comandante das Forças Armadas paraguaias, general Bernardino Soto, anunciou que suas tropas estão de prontidão e informou que os militares montaram um esquema para cooperar com cerca de 10 mil policiais na segurança das eleições.