Assunção - Não faz muitos anos, dirigentes do Partido Colorado, do Paraguai, diziam com galhofa que, se o Pato Donald ou até mesmo um objeto inanimado, fossem candidatos a presidente pela sigla, venceriam com facilidade. Algo mudou. Apesar de ainda ter o controle do Estado, o autoproclamado “maior partido da América do Sul” enfrenta, na eleição de hoje, o maior risco de deixar o poder em 61 anos de hegemonia.
As pesquisas no país variam de acordo com o interesse de quem as encomenda, mas quase todas mostram a liderança do ex-bispo Fernando Lugo, com a colorada Blanca Ovelar em segundo e logo atrás o general reformado Lino Oviedo.
Os números da Associação Nacional Republicana, nome do Partido Colorado, de fato impressionam: 1,6 milhão de filiados, mais da metade dos 2,8 milhões de eleitores. A manutenção no comando do país se deu graças ao esquema de aparelhamento da máquina pública que torna difícil distinguir as fronteiras entre partido e Estado.