Brasília - Notas fiscais com detalhes das compras feitas com cartões corporativos e contas tipo B (pagamento em dinheiro) mostram gastos do primeiro escalão do governo que vão de compra de cargas para caneta Montblanc de ministro até lupas, guarda-chuva, isqueiros e diversas revistas. As despesas, desde que não sejam para uso pessoal, não são irregulares.
A norma que regulamenta o uso do cartão, porém, não define o que é gasto pessoal.
Segundo a CGU (Controladoria Geral da União), cada caso tem análise separada do demais.
Entre as compras detalhadas nas notas está um guarda-chuva para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e revistas “Caras”, “Nova” e “Claudia” para a primeira-dama Marisa Letícia ler em uma viagem oficial.
A ministra Nilcéa Freire (Secretaria das Mulheres) pagou com cartão corporativo para ela e para uma assessora um jantar em São Paulo em 22 de agosto de 2006, que incluiu uma taça de vinho, uma caipirinha, duas sugestões do chefe, dois cafés expresso e uma água sem gás no valor de R$ 83,60.
A CGU considera irregulares pagamentos de gastos a terceiros.