08 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Afunilando

A semana que começa com um dia de atraso pode ter definições importantes no quadro político-eleitoral. Partidos que ainda não se definiram quanto a candidatos a prefeito ou vice podem deixar tudo muito mais amarrado até sexta-feira. São os casos do PSB e do PMDB. O PSB não tem candidato a prefeito e o PMDB tem excesso de pré-candidatos - dois.

• Frente viva

O PSB realizou um encontrou domingo e discutiu vários assuntos, entre eles a eleição municipal. Segundo Pedro Romualdo, presidente do partido, os socialistas decidiram seguir apostando em uma composição a partir da chamada Frente Democrática, que tem em sua órbita, além do PSB, PT, PC do B, PR e PMDB.

• Olho no PMDB

Na reunião de domingo o PSB resolveu manter em aberto a possibilidade de ter candidato próprio a prefeito, mas com tendência de não ter. O partido ainda espera uma definição no PMDB, principalmente em relação à pré-candidatura a prefeito de Rodrigo Agostinho, que disputa o mesmo espaço com Alex Gasparini.

• Com Quércia

Por sinal, a situação no PMDB poderá ficar definida nesta semana (hoje ou amanhã), quando Alex Gasparini, que preside o partido localmente, se encontrar com o presidente estadual da sigla, Orestes Quércia. A reunião que seria realizada entre ambos na semana passada ficou para esta.

• Novos filiados

Voltando ao PSB, o partido decidiu, em paralelo à costura eleitoral, iniciar uma campanha de filiações, que tem caráter nacional. A idéia é juntar um milhão de novos militantes em todo o País, segundo Romualdo. O PSB vai ainda se reunir semanalmente para montar um plano de governo.

• Cenário 2010

Pedro Romualdo, por sinal, concordou com as declarações do presidente estadual do PT, Edinho Silva, feitas ontem no JC, de que estas eleições têm relação umbilical com a sucessão presidencial de 2010. O PSB faz parte da base de apoio ao presidente Lula e deve seguir assim, inclusive nas amarrações locais deste ano.

• Estela discorda 1

A presidente municipal do PT, Estela Almagro, discorda de afirmações feitas ontem, nesta coluna, sobre o PT. Para ela, ter ficado em terceiro lugar num cenário de oito candidatos (em 2004) não configura uma distância grande do Palácio das Cerejeiras. Quanto a apoiar o PSDB, que ocorreu com o PT de Araraquara, Estela lembra que aqui o PT também já o fez e que “não foi remédio, nem aqui nem lá”.

• Estela discorda 2

Na sequência de um e-mail/resposta enviado à coluna, a presidente do PT pondera que a ascensão do PT ao poder em Araraquara não foi resultado do apoio anterior ao PSDB. Ninguém disse isso. Nem Edinho Silva, presidente estadual do PT, nem a coluna. Estela discorda de que Edinho tenha deixado recados a Bauru ao afirmar que o partido precisa se abrir.

• Estela discorda 3

Por fim, Estela Almagro informa que os rumos do PT em Bauru serão definidos nos próximos dias. “Quem poderá nos dizer se temos fôlego ou não para chegar ao Palácio das Cerejeiras também estará julgando o fôlego dos demais candidatos: o povo. Só ele”, concluiu a presidente petista. O PT, como dissemos acima, ainda discute a consolidação da Frente Democrática.