A inexperiência deixa os jovens com medo de errar, e quando erram, eles têm dificuldades de assumir os erros. O diagnóstico é da consultora de recursos humanos Gabriela Casério. Segundo ela, essas são algumas das desvantagens que os trabalhadores jovens precisam superar.
“A insegurança os impede de realizar atividades arriscadas. Eles ficam com medo de enfrentar desafios”, aponta ela. “Em alguns casos, eles sabem muito bem a teoria, mas não têm a prática. E isso pode comprometer o desenvolvimento de um trabalho”, afirma.
Na opinião dela, o jovem precisa estar preparado para assumir riscos e ter humildade para reconhecer que não sabe e que errou. “Geralmente, quando erram, eles vêm cheios de justificativas”, relata.
Por outro lado, Gabriela conta que as empresas sempre procuram mesclar funcionários jovens com os mais experientes, normalmente, mais velhos. “O dinamismo e a garra dos jovens são quesitos que fazem a diferença dentro de uma empresa. Quando ela mescla isso com a experiência, a mistura costuma ser benéfica”, diz a consultora.
“Particularmente, eu gosto de mesclar a juventude com a experiência”, revela o gerente do Senac, José Roberto Botaro. “O jovem sempre chega com muita disposição, mas ele não tem a vivência dos mais velhos. A combinação é altamente salutar”, garante.
Na opinião do gerente, a impetuosidade e o empreendedorismo são marcas comuns dos jovens, mas “infelizmente, não é uma regra geral”. Segundo Botaro, essas qualidades variam entre os jovens. Assim como existem funcionários antigos que não estão nem aí com nada, ou seja, a experiência adquirida por ele durante anos de trabalho não é repassada para os mais novos.
“Nós conversamos muito com os mais velhos para que eles não inibam os mais novos e para que estejam sempre abertos às mudanças. Não existe aquela coisa de que sempre foi feito assim e, por isso, não deve mudar. Não é bem assim”, diz ele.
Cerca de 25% dos funcionários da Plasútil têm menos de 25 anos, segundo a analista de recursos humanos Débora Morales Massarente Bincoleto, 40 anos. “Nós percebemos que é uma moçada que está sempre se reunindo para festas e churrascos. Eles têm muita alegria e vontade de crescer profissionalmente”, afirma ela.
Um dado interessante apontado por ela é que nunca a empresa teve tantos funcionários cursando faculdade ou cursos técnicos e o que é melhor: “de livre e espontânea vontade”, destaca.
Débora comenta que tem observado que os homens são mais abertos nos relacionamentos. Já as mulheres costumam formar grupos, sejam elas jovens ou não. O que conta mais são as afinidades entre elas, não a idade.