08 de julho de 2026
Geral

Valor afetivo eleva preços de Opala

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O jovem Maurílio Felipe Guerini nem era nascido quando a Chevrolet lançou o primeiro Opala, em 1969. Atualmente com 19 anos, ele é um apaixonado e colecionador do modelo. Tem um dos mais antigos da cidade, ano 72 modelo 73, quase todo original, só o retrovisor ainda não está igual ao lançado há 36 anos.

Apesar de sua pouca idade, Guerini traz no “sangue” a paixão pelo Opala. “Meu pai, meu irmão e eu colecionamos Opalas. Além desse, temos mais dois que estão sendo restaurados.”

Segundo ele, o carro ano 72, quatro portas, vale hoje cerca de R$ 15 mil, o triplo do mesmo modelo sem restauro. “O mais difícil é encontrar peças. Esse carro precisa de um retrovisor original e está complicado encontrar.”

Guerini faz parte do Clube Opala Bauru, com 25 integrantes e que foi fundado há pouco mais de um ano na cidade. Os apaixonados por Opala se reúnem mensalmente ao lado da sede da Polícia Federal, na avenida Getúlio Vargas.

Gabriel Marques da Costa Paisan tem um Opala modelo 75, cupê, motor 4 cilindros, todo original. No mercado comum, o carro não vale mais do que R$ 5 mil, mas com todas as peças originais, vale R$ 15 mil.

Presidente do clube, ele frisa que os encontros de proprietários de Opalas vão além de Bauru. “Participam donos de carros das cidades de Pederneiras, Lençóis Paulista e Jaú”.

Quem gosta de carros antigos, especialmente do Opala, poderá aproveitar a oportunidade do feriado do dia 1 de maio, quando eles voltarão a se reunir para exibir suas máquinas, algumas totalmente originais.

Sandro Moraes tem um Opala 77 que no próximo ano vai para a restauração. Apaixonado pelo modelo da Chevrolet, ele explica que o primeiro foi lançado em 1969 e o último, em 1992. “Na época era top de linha. Um carro de luxo que aliava espaço, conforto e potência. Na década de 90 foi substituído pelo Ômega, que não emplacou”, conta.

Moraes explica que as reuniões mensais do grupo de apaixonados pelo carro servem para troca de informações. “Nos encontros trocamos idéias e até peças que não são mais fabricadas.”

Os integrantes do clube começaram a se reunir na casa do atual presidente, Gabriel Marques da Costa Paisan. “Fomos juntando gente que gosta de Opala. Depois encontramos mais alguns no Orkut (site de relacionamentos) e fundamos o clube. Hoje somos 25.”

“Meu xodó”

André Maziero não esconde a paixão por seu Opala Comodoro com teto de vinil. O modelo duas portas está impecável e chama a atenção de todos que admiram um veículo bem cuidado e conservado.

O carro é o “xodó” do dono e só sai de casa se o tempo não prometer chuva. “Ele só sai da garagem em situações muito especiais. Fica sob cobertura, não anda em estrada de terra e nem viaja.”

O modelo lançado em 1975 e fabricado até 1980 vale no mercado aproximadamente R$ 10 mil, o dobro do valor dele sem restauração. Mas não há preço que pague. “Esse Opala não tem preço. Não vendo, é o meu xodó”, confessa o dono.

• Serviço

Clube Opala Bauru fará sua próxima reunião no dia 1 de maio, às 16h, ao lado da sede da Polícia Federal, na avenida Getúlio Vargas.