Como usuária que sou de ônibus, muitos dos quais eu espero ali naquele abrigo que fica em frente ao quarteirão do Colégio São José, fui surpreendida com um sol inclemente, porque o abrigo não estava mais lá. Fui informada, pelo meu irmão que mora nas imediações, que o abrigo fora derrubado para evitar que após a chuva, a água que ficava ali parada, poderia se transformar em criadouro de mosquito transmissor de dengue. Até aí, entende-se, aceita-se e louva-se esse cuidado com a população que seria bom que se estendesse a todos os outros abrigos.
O que não se entende, não se aceita e ao contrário de louvar se critica é a forma de resolver o problema. Não se resolve nada destruindo, destruir não é solução, é negativismo e até vandalismo. Com tantas inteligências luminosas trabalhando e ganhando bem seja na Prefeitura, seja na Emdurb, será que não encontraram um jeito de manter o tão necessário abrigo, seja enchendo de terra, seja com rebaixamento e furinhos laterais, seja refazendo-os com formato de chapéu chinês, ou seja lá como for que gente muito mais capacitada do que eu pode ser capaz de planejar e executar, para que todos nós usuários de ônibus e pagadores de impostos não percamos o conforto que já havíamos conquistado, de poder esperar o ônibus abrigados, seja contra o sol ou contra as chuvas; destruir nunca é solução, ou melhor é uma solução burra.
Isolina Bresolin Vianna - RG 3027947