O projeto de cidadão é aquela pessoa que se mostra rápida em reivindicar seus direitos e lenta para cumprir com os seus deveres. Minha família e meus vizinhos são vítimas de uma pessoa dessa natureza. Moramos na rua Charles Lindemberg, quadra 3, que faz esquina com a avenida Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Europa. Pois bem, na referida quadra há dois terrenos, dizem que um deles é de propriedade de um alto funcionário do Judiciário e, o outro, de um “distinto senhor de cabeça branca”. Ao longo dos dez anos que moro no local, o terreno de ambos foi capinado por quatro vezes, porém, o entulho nunca foi removido como manda a lei. Nos demais anos, julgo que, assim que notificados, passam no local e aplicam pesticida em toda a área. Há cerca de 15 dias, observei o “distinto senhor de cabeça branca”, com uma bomba nas costas aplicando veneno. Como habitualmente ele faz todo ano, num dia em que o vento sopra forte, por volta de 23h e 24h, ele surge furtivamente no local e ateia fogo no seu terreno. Neste ano, ele não o fez. Certo de sua impunidade (pois nunca deve ter sido punido), no dia de 8 de abril p.p., no final da manhã, dizem que ele passou pelo local de carro e resolveu utilizar o que alguns vizinhos julgam ter sido um artefato que causou uma forte explosão que fez com que o fogo rapidamente se espalhasse pelo mato seco do seu terreno. Será que o dono de uma área, que deve valer mais de R$ 200.000,00, precisa prestar esse desserviço à população? Solicitei o nome do proprietário na Prefeitura Municipal para confeccionar uma placa com seu nome e instalá-la no seu terreno, assim ficaria identificado o autor do crime. Fui informado que não fornecem mais o nome de proprietários de terrenos e que somente corretores de imóveis têm acesso a esse banco de dados. Por que será? Senhores vereadores, por que os terrenos baldios de nosso município não podem receber placas de identificação com o nome dos respectivos proprietários? Por que a Prefeitura não pode mais informar quem são esses “projetos de cidadão”? Tenho certeza que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário se manifestarão sobre o assunto.
Henrique Luiz Monteiro