10 de julho de 2026
Turismo

A lenda, a fenda e a Garganta do Diabo

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Há tanta água em Foz e elas despencam de tamanha altura que os turistas que visitam a cidade pela primeira vez chegam a crer na “lenda das cataratas”, cercada de mistérios e magias.

Contam os nativos e, claro, os guias de turismo, que no começo dos tempos, Ignobi, cacique da tribo Caingangue, não se conformava com o amor entre sua filha, Naipi, que de tão bela foi consagrada ao Deus-serpente M’ Boy, e o jovem guerreiro Tarobá. Na noite da consagração os dois amantes fugiram em uma pequena canoa, seguindo a correnteza do rio Iguaçu.

M’ Boy, ao saber da fuga, penetrou furioso no leito do rio, produzindo uma enorme fenda criando o derradeiro obstáculo para os amantes, as Cataratas do Iguaçu. O Deus-serpente penetrou nas entranhas da terra, retorcendo o seu corpo e produzindo uma enorme fenda que formou a catarata gigantesca. Envolvidos pelas águas dessa imensa cachoeira, os fugitivos caíram de uma grande altura, desaparecendo para sempre.

Naipi foi transformada em uma das rochas da catarata, que é permanentemente fustigada pelas águas revoltas. Tarobá foi convertido numa palmeira amaldiçoada a contemplar eternamente a bela índia.

Lendas à parte, o certo é que o primeiro homem branco a ver as gigantescas quedas d’água foi o espanhol Álvar Nuñez Cabeza de Vaca, em 1542, também responsável pela exploração da Flórida, nos Estados Unidos.

Para os espanhóis, Cabeza de Vaca descobriu as cataratas por acaso, quando procurava um caminho que o levasse a Assunção. Quase quatro séculos depois, o fazendeiro uruguaio Jesus Val se gabava de ter as cataratas no quintal de sua casa.

O aviador Santos Dumont, em visita a então Vila Iguaçu, em 1916, se revoltou com o fato da região ter uma única pessoa como proprietária e tomou providências. Três meses depois o governo brasileiro expropriou a área. Santos Dumont ganhou uma estátua de bronze em lugar de honra no parque, que foi criado somente em 1939.

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Sorte na roleta e no taco

Impossível ir a Foz e não tentar uma tacada nos inúmeros e imensos campos de golfe que atraem japoneses e estrangeiros ao Brasil. Os campos espalham-se entre o lado brasileiro e paraguaio e incluem os gramados do Bourbon Iguassu Golf Club & Resort, do Paraná Country Club e do Paraíso Golf Club (os dois últimos no Paraguai).

Os campos se diferem pelo desafio. O do Iguassu foi construído para proporcionar aos hóspedes maior prazer, enquanto que o Paraíso oferece nível técnico mais difícil, exigindo que os golfistas usem todos os tacos no giro do campo.

Depois do gramado – jogando ou assistindo ao espetáculo do golfe – de curtir as belezas naturais da cidade, fazer compras e saborear sua requintada gastronomia, não pode faltar na agenda dos visitantes a sorte no jogo.

“Senhoras e senhores, façam suas apostas!” é um eterno convite nos cassinos que funcionam em Ciudad de Lest e em Puerto Iguazú, na Tríplice Fronteira.

Os cassinos do Paraguai e da Argentina reproduzem os ambientes dos grandes cassinos internacionais espalhados por Las Vegas, Atlantic City, no Caribe e no Principado de Mônaco, com crupiês, salões espelhados, iluminados e climatizados e shows de artistas internacionais.