09 de julho de 2026
Política

Frente espera definição no PMDB

Alcir Zago
| Tempo de leitura: 2 min

Inicialmente costurada por cinco partidos (PDT, PT, PSB, PC do B e PMDB) na tentativa de reeditar em Bauru o arco de aliança que dá sustentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Frente Democrática por Bauru foi perdendo corpo e agora conta com PT, PSB e PC do B mais próximos.

Mas o fato de o presidente do diretório estadual do PMDB, Orestes Quércia, ter definido anteontem a opção por Rodrigo Agostinho como candidato a prefeito de Bauru, em detrimento de Alex Gasparini, pode trazer novidades à mesa de negociações.

Pelo quadro que vinha se desenhando, o PMDB vivia um dilema. A opinião pessoal de Agostinho era em se aproximar da Frente, mas a direção do partido pretende se unir ao pré-candidato do DEM, José Clemente Rezende. O fato é confirmado por dois políticos bauruenses. “O Rodrigo procurou a Frente, mas o partido, não”, disse o vereador José Carlos de Souza Pereira Batata (PT). Já Dudu Ranieri, presidente do DEM no município, citou que havia conversações adiantadas com a direção do PMDB para uma composição entre os partidos.

Com o fortalecimento da pré-candidatura do vereador pelas bênçãos do ex-governador Quércia, pesa mais na balança o projeto de Agostinho pela aproximação com a Frente, embora ninguém nesse bloco admita apoiá-lo como candidato no momento.

Mas a iniciativa terá de partir do PMDB. “Vamos esperar que o partido nos procure e, caso isso ocorra, avaliaremos que decisão será tomada”, diz Batata.

O presidente do PSB em Bauru, Pedro Romualdo, também espera o contato do PMDB, mas após resolver suas questões internas. Para ele, pesa a favor de Agostinho o fato de ser um bom nome e ter trânsito fácil junto às siglas que compõem a Frente.

A vereadora Majô Jandreice (PC do B) ressalta que as conversações com Agostinho já vinham ocorrendo. O problema, segundo ela, é o PMDB local referendar ou não o posicionamento de Quércia.

A vereadora relatou que na próxima semana deve ocorrer reunião entre os partidos que pretendem formar a aliança. Além de PT, PSB e PC do B, deve estar presente o PR, liderado por Fernando Monti.