Washington - Os EUA acusaram ontem a Síria de haver iniciado a construção de um reator nuclear para propósitos militares com a ajuda tecnológica Coréia do Norte. O reator foi o alvo, disse Washington, de ataque da Força Aérea israelense em 6 de setembro do ano passado.
“A Coréia do Norte ajudou as atividades nucleares clandestinas da Síria”, afirmou em comunicado a porta-voz da Casa Branca Dana Perino, acrescentando que o reator constituía uma iniciativa “perigosa e potencialmente desestabilizadora” para o Oriente Médio. A construção do reator estava “a semanas de ser completado”.
A acusação, que vem com pedidos de que Damasco se explique, foi acompanhada da exibição, pela CIA, de imagens de vídeo e satélite a parlamentares americanos, as quais visavam provar a semelhança entre as instalações que foram destruídas e um reator norte-coreano localizado em Yongbyon.
Síria nega
A Síria negou ontem as acusações feitas pelos EUA de que a Coréia do Norte ajudava o país árabe a construir um reator nuclear capaz de produzir plutônio.
O embaixador sírio na Grã-Bretanha, Sami al-Khiyami, afirmou à reportagem que a acusação, a ser feita pelo governo do presidente norte-americano, George W. Bush, para congressistas, ontem, visava pressionar ainda mais os norte-coreanos em meio às negociações referentes ao programa nuclear do país asiático.
“Isso não tem relação nenhuma com a Coréia do Norte e a Síria. Eles querem apenas aumentar as pressões sobre a Coréia do Norte. É por isso que estão inventando essa história”, afirmou Khiyami.
“A cooperação existente entre a Coréia do Norte e a Síria não tem relação nenhuma com a construção de uma instalação nuclear. A cooperação é principalmente econômica”, disse.