São Paulo - A Oi fechou ontem acordo para compra do controle indireto da Brasil Telecom por R$ 5,86 bilhões, com objetivo de criar uma gigante nacional com presença em todos os Estados do País e posição reforçada para enfrentar a espanhola Telefónica e as mexicanas América Móvil e Telmex. O valor da operação, que conta com o apoio do governo, ficou acima do previsto pela própria Oi em fevereiro, que era entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,2 bilhões. O preço equivale a um preço por ação da Brasil Telecom de R$ 72,30583.
O acordo ainda precisa de alterações na legislação de telecomunicações para ser concretizado, mas independentemente disso a Oi assumiu compromisso de pagar cerca de R$ 315 milhões para encerrar litígios judiciais entre os sócios das companhias que se arrastavam há anos.
A operação que une as duas empresas reforça posição da Oi enquanto maior operadora de telefonia fixa do País, passando a atuar em todos os Estados do País com exceção de São Paulo, área da Telefônica. Em março, segundo site especializado Teleco, os acessos fixos em serviço das duas empresas somaram 22,1 milhões, de um total no País de 34,83 milhões.
Já em telefonia celular, a nova empresa terá 18,5% de participação no País, com base em números também de março. A nova empresa também deteria cerca de 40% de todos os acessos banda larga.
Com base nos dados de balanço de 2007, a empresa resultante da incorporação da Brasil Telecom pela Oi desponta como líder de faturamento do setor de telecomunicações, com 41,13 bilhões, desbancando a Telefônica/Vivo, atual líder em faturamento que, com R$ 41,06 bilhões, detém sozinha 29,6% da receita bruta de todo o segmento de telecomunicações.
Ranking elaborado pela Economática mostra também que a empresa originada das duas operadoras nasce como a quarta colocada dentre as empresas brasileiras de todos os setores, levando em conta também a receita líquida. A nova companhia, com receita líquida de R$ 28,6 bilhões, segundo dados de 2007, fica atrás apenas de Petrobras, Vale e Gerdau, que apresentaram receita líquida de R$ 170,5 bilhões, R$ 64,7 bilhões e R$ 30,6 bilhões, respectivamente. Antes da operação, a Telemar era a 10.ª colocada, com receita líquida de R$ 17,5 bilhões, enquanto a BrT era a 19.ª, com R$ 11 bilhões.