11 de julho de 2026
Internacional

Síria: AIEA critica EUA e investigará informações sobre suposto reator nuclear

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Viena - O diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Mohamed el Baradei, criticou ontem os Estados Unidos e Israel por não terem informado a tempo sobre a existência de uma suposta instalação nuclear na Síria, bombardeada em setembro de 2007 pela aviação israelense.

A AIEA afirmou ainda que “tratará a informação com a seriedade que merece e que averiguará sua veracidade”. “O diretor-geral deplora o fato de que esta informação não foi entregue à agência a tempo, de acordo com suas responsabilidades sob o TNP (Tratado de Não-Proliferação Nuclear) para verificar sua veracidade e estabelecer os fatos”, afirmou a AIEA em comunicado.

Apenas um blefe

Há bem mais mistérios que fatos concretos na operação efetuada em 6 de setembro, quando quatro caças israelenses destruíram em território sírio o que o governo local qualificou de “velhas instalações militares”, localizadas a 140 km da fronteira com o Iraque.

Os serviços de inteligência ocidentais estão habituados desde os anos 70 à idéia de que, para se contrapor ao arsenal nuclear israelense, a Síria se dotou de um sistema de dissuasão perigoso, embora mais precário: as armas químicas e bacteriológicas. Mas Damasco pode estar perfeitamente interessada em espalhar o boato de que pretende construir um reator atômico. E que tais instalações ameaçam potencialmente Israel. Esse jogo de informações faz parte da confusa correlação de forças regional.