O governo do Estado de São Paulo se prepara para realizar a audiência pública que vai definir quais obras serão incluídas como complementares e de contrapartida na concessão da rodovia Marechal Rondon (SP 300), pacote em que estão inseridas as marginais, alças e o viaduto sobre a Rondon na altura da avenida Cruzeiro do Sul em Bauru, entre outras obras.
A confirmação de que o projeto de concessão inclui essas obras foi dada ontem pelo secretário estadual da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira. Ele afirma que é importante que a sociedade discuta as obras que estão sendo incluídas na proposta de edital a ser apresentada em audiência pública.
“Estamos dando os últimos retoques no edital que não terá apenas a duplicação das rodovias, mas com a inclusão de obras vinculadas a essas rodovias, como a manutenção das vicinais de acesso nas regionais. Também temos obras complementares, trevos, alças, marginais e viadutos, como na Rondon em Bauru, tudo isso sendo incluído para ser levado à audiência pública para que possamos anunciar em breve”, comentou.
Sobre a possibilidade de retomada das obras de prolongamento da avenida Nações Norte em Bauru, o secretário disse que o caso não está descartado dentro do governo. “O governador José Serra está examinando com muito carinho e muito cuidado este assunto para buscar uma saída para essa obra importante para Bauru”, disse.
Em relação ao leilão de venda da Cesp, Aloysio Nunes considera que foi acertada a decisão do governo paulista de aguardar momento mais adequado junto ao mercado para o processo de negociação. “Neste momento, é adequado continuar com a Cesp, uma empresa que atua bem, saneada e em situação financeira muito melhor do que estava, graças ao esforço que o ex-governador Alckmin fez. As dificuldades de investimento em razão do adiamento da venda da Cesp será adequada no orçamento. É uma frustração neste momento de recursos importante, mas temos outras saídas”, citou.
Aloysio Nunes comentou a parceria DEM-PMDB em São Paulo. “O entendimento é entre dois partidos, o DEM e o PMDB. Como tucano, eu prefiro que o PMDB apóie o (Gilberto) Kassab em São Paulo ao PT. Mas é um entendimento entre eles que passa por uma negociação em torno do candidato ao Senado depois, onde o DEM abre mão de indicação ao Senado em 2010, acolhendo a candidatura do Quércia. Encontro natural entre dois políticos que têm autonomia para faze-lo”, comentou.
O secretário contou que o PSDB procurou o PMDB para discutir eventual composição, com o deputado federal José Aníbal indo conversar com o ex-governador Orestes Quércia. “Mas por razões próprias do PMDB, o Quércia optou por apoiar o DEM, que tem no Kassab um aliado firme do PSDB. Prefiro que eles fiquem juntos do que com o PT, junto com a Marta”, acrescentou.