Brasília - O Ministério da Saúde informou que até o meio-dia de ontem 1,2 milhão de idosos - pessoas com mais de 60 anos - foram vacinadas no primeiro dia da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe. A meta é atingir 13 milhões de pessoas até o dia 9 de maio.
Segundo o governo, o objetivo é reduzir pela metade o número de internações registradas no país em decorrência de doenças relacionadas à gripe. Entre 2001 a 2005, segundo o ministério, as doenças do aparelho respiratório representaram a 3.ª causa de morte entre idosos no país. A primeira e a segunda causas são complicações relacionadas a doenças do aparelho circulatório e neoplasias.
A expectativa do governo é que com a vacinação, a queda de mortes provocadas por gripe chegue a 30%. Dados preliminares apontam que, no País, em 2007, 70.531 dos óbitos de pessoas acima de 60 anos decorreu de doenças do aparelho respiratório. A vacina é contra-indicada para pessoas que são alérgicas a ovo e derivados. Em caso de dúvidas, o paciente deve procurar informações nos postos de saúde nos quais é aplicada a vacina.
O presidente Lula e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançaram ontem, em São Bernardo do Campo (SP), a campanha de vacinação. Segundo o ministério, o Programa Nacional de Imunizações foi ampliado neste ano na tentativa de elevar a cobertura de 70% para 80% da população com mais de 60 anos.
Ato falho de Lula
Dois dias após o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) anunciar a intenção de apoiar o governador José Serra (PSDB) em 2010, o presidente Lula cometeu ontem um ato falho e atribuiu ao tucano a articulação da aliança entre DEM e PMDB para disputar a Prefeitura de São Paulo. Ao lado de Serra durante uma visita a um posto de vacinação em São Bernardo do Campo, Lula deixou escapar a afirmação enquanto buscava minimizar o impacto do acordo na unidade da base aliada do governo. “O fato de o Serra ter feito uma aliança para as eleições municipais está dentro do tempo e do prazo porque, daqui a alguns meses, teremos eleições para prefeito”, disse Lula, sem esconder a irritação por ser questionado sobre o possível enfraquecimento da base. “Pensar em fazer aliança para 2010 em 2008, na minha opinião, é quase uma questão de insanidade. Não tem lógica a não ser a lógica da especulação.”